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CPI dos transportes é instalada na Câmara de Vereadores de SP

Primeira reunião da comissão foi marcada para a próxima semana, durante o recesso parlamentar

São Paulo|Do R7

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CPI dos Transportes é instalada na Câmara Municipal de São Paulo na manhã desta sexta-feira (28)
CPI dos Transportes é instalada na Câmara Municipal de São Paulo na manhã desta sexta-feira (28)

A Câmara Municipal de São Paulo instalou na manhã desta sexta-feira a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as planilhas do transporte público na cidade de São Paulo. Os trabalhos da comissão iniciarão durante o recesso parlamentar que começa na próxima segunda-feira (1º). A primeira reunião do grupo foi marcada para as 11h da próxima terça-feira (2), para definir o cronograma de trabalho do colegiado.

A CPI é formada pelos vereadores Paulo Fiorilo (PT), presidente, Eduardo Tuma (PSDB), Edir Sales (PSD), Milton Leite (DEM), Dalton Silvano (PV), Adilson Amadeu (PTB) e Nelo Rodolfo (PMDB). Os parlamentares ainda definirão o relator e o vice-presidente. 


Na tarde da última quarta-feira (26), o plenário aprovou a criação de uma terceira CPI, mas ainda era preciso definir o tema da investigação. Entre os 20 requerimentos protocolados desde o início do ano, foi escolhido o proposto por Paulo Fiorilo (PT). Havia outros dois pedidos para investigar o transporte coletivo no município, de autoria dos vereadores Paulo Frange (PTB) e Ricardo Young (PPS).

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Licitações


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que vai suspender a bilionária licitação — a maior da história do município — das concessões do serviço de transporte público na cidade. O cancelamento foi determinado na quarta-feira (26), para “permitir maior participação da sociedade”, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura.

A gestão Haddad estava em processo de renovar os contratos com as empresas e cooperativas de ônibus da capital — assinados há uma década na gestão da petista Marta Suplicy. O edital dessa licitação estava em fase de consulta pública desde 13 de junho e o valor total era de cerca de R$ 46 bilhões, sendo R$ 35,2 bilhões para empresas de ônibus pelo período de 15 anos, e R$ 11 bilhões para as cooperativas permissionárias por sete anos.


Criação de Conselho

Para efetivar a participação da sociedade no processo, o executivo municipal informou que criará o Conselho Municipal de Transporte, que terá participação de usuários, empresários, governo, Ministério Público e movimentos sociais.

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De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o novo colegiado irá discutir o modelo de transporte público na cidade, além de funcionar como um fórum para discussão e explicação sobre as planilhas de custos de manutenção do sistema e de composição da tarifa de ônibus.

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