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Eduardo Suplicy é detido em reintegração de posse

De acordo com a PM, ex-senador deitou no asfalto para impedir retirada de famílias do local

São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Suplicy foi carregado por Policiais Militares durante reintegração
Suplicy foi carregado por Policiais Militares durante reintegração

O ex-senador Eduardo Suplicy foi detido na manhã desta segunda-feira (25) durante uma reintegração de posse que acontece na região da rodovia Raposo Tavares, na zona oeste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, Suplicy foi detido por obstrução de Justiça e desobediência ao tentar impedir a reintegração. O ex-senador deitou no asfalto para impedir o Oficial de Justiça de cumprir o mandado. Suplicy foi preso e levado ao 75ºDP. 

Por volta das 15h, Suplicy foi liberado. Na delegacia, ele explicou o acontecido.


— Na hora que eu vi que havia um grupo de PMS avançando com escudos e com uma escavadeira que estava avançando logo atrás (...) fiquei com receio de que pudesse, de repente, haver uma cena de violência quase que incontrolável e eu resolvi me deitar para evitar qualquer violência.

A Polícia Militar acompanha a reintegração de um terreno ocupado por dezenas de famílias na Cidade Educandário. Mais cedo houve confronto entre moradores que protestavam contra a açãoe policiais. A PM informou que aconteceu uma troca de tiros no início da manhã. Segundo os moradores, o confronto começou porque uma criança que morava no bairro foi atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo, o que causou revolta. Alguns moradores revidaram, queimando pedaços de madeira e atirando contra os agentes. Um PM que estava de colete foi atingido.


Vizinhos da comunidade acompanham a ação do lado de fora. Os policiais colocaram uma faixa para bloquear a rua José Porfírio de Souza, que dá acesso à comunidade. Homens da Tropa de Choque e da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) participam da reintegração.

A Prefeitura de São Paulo divulgou nota em que diz que a área ocupada “é municipal e apresenta risco elevado de desabamento, o que inviabiliza construção de moradia popular”. Além disso, diz que a Defesa Civil “estudou a possibilidade de retirar apenas parte dos barracos, mas concluiu que isso colocaria os demais barracos em risco, por causa da fragilidade estrutural do conjunto”.

A prefeitura também afirma que “a reintegração de posse é uma determinação judicial e os moradores foram avisados previamente sobre a desocupação. Ao todo, 211 famílias residem no local e já estão cadastradas no programa habitacional da Prefeitura de São Paulo”.

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