“Ela não serve para ser mãe”, diz pai de menina torturada pelo padrasto em Araçatuba
Vídeos encontrados no celular do suspeito mostram a criança sendo maltratada
São Paulo|Do R7, com Rede Record

O funileiro de 36 anos, pai da menina que foi torturada pelo padrasto em Araçatuba, no interior de São Paulo, acredita que a mãe da criança tem participação no crime. Por telefone, o pai, que não quer ter a identidade revelada para não atrapalhar no processo, concedeu entrevista para a TV Record. Segundo ele, a Justiça agiu de maneira correta ao prender a ex-mulher.
— A Justiça fez mais que certo porque, se ela teve a capacidade de deixar a filha dela e compartilhado de certas coisas, então quer dizer que ela não serve para ser mãe. Não serve nem para estar na rua, no meio da sociedade.
O padrasto da criança, o empresário Maurício Moraes Scaranello, de 35 anos, foi preso no dia 26 de agosto em condomínio de luxo na cidade. No celular do empresário, a polícia encontrou o vídeo no qual ele tortura a criança.
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As imagens mostram o homem obrigando a menina a comer cebola. "Come maçã, pra mostrar pra mamãe". Outra cena revela a garota com sono, enquanto o padrasto a impede de dormir. Outros vídeos também mostram que a mãe da menina sabia dos maus tratos. Ela foi presa na última sexta-feira (10).
Assista ao vídeo:
O funileiro contou que a casa dele já foi vistoriada pelo conselho tutelar e que, agora, aguarda o pronunciamento da Justiça. O pai visitou a filha no último sábado (11) e lhe deu uma boneca de presente pelo Dia das Crianças. Segundo ele, a menina está muito triste com a situação.
— Ah, ela [a menina] quer vir embora, quer saber por que está lá, né? Ela está abatida. Ela está com medo.
O padrasto alega que foi brincadeira e a mãe diz que não sabia de nada. O pai da vítima diz não acreditar na versão dos dois.
— Não acredito porque eu cheguei a conversar com um amigo deles e ela tinha relatado que ele não gostava da menina, que colocava água no leito da menina.
Desde o dia 1º de outubro, a menina está vivendo em um abrigo provisório. A Justiça da Vara e Juventude retirou a guarda da mãe depois que a Polícia Civil descobriu o envolvimento dela nos maus tratos.
Como foi decretado segredo de Justiça porque envolve uma menor de idade, o Conselho Tutelar não pode dar uma atualização da situação da menina. Quatro pessoas disputam a guarda dela. O pai, a avó e outros dois tios-avós.















