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Governo alertou sobre pressão de reajuste, diz Haddad

Reajuste da passagem de ônibus deve acontecer ainda no primeiro semestre

São Paulo|Do R7

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Passagens de ônibus devem ser reajustadas ainda no primeiro semestre
Passagens de ônibus devem ser reajustadas ainda no primeiro semestre ITACI BATISTA

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou, na manhã desta terça-feira (15), que o governo federal alertou sobre a pressão do aumento da passagem de ônibus neste início de ano nos indicadores de inflação. Em entrevista à Rádio Estadão, Haddad disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ponderou sobre a quantidade de despesas que se acumulam nos primeiros meses do ano e que elas influenciam as projeções de inflação.

— Todos os reajustes acontecem no mesmo mês. É muita coisa para a administração no começo do ano e isso afeta as expectativas do mercado.


Haddad revelou que concordou de imediato com Mantega e alegou que os reajustes acumulados comprometem as metas de inflação do governo federal.

O prefeito disse que o reajuste da tarifa de ônibus na cidade deve acontecer ainda no primeiro semestre, "possivelmente em 1º de junho", e que a Prefeitura pretende dar uma aumento menor do que a inflação acumulada nos últimos dois anos.


— Nosso compromisso é o teto da inflação acumulada.

O último reajuste de tarifa na cidade de São Paulo foi feito em janeiro de 2011, quando passou de R$ 2,70 para R$ 3,00.


De acordo com Haddad, o reajuste independe da criação do Bilhete Único Mensal, uma de suas principais promessas de campanha. Haddad disse que levará ao governo estadual, no próximo dia 22, a proposta de integrar o Metrô e a CPTM ao futuro bilhete único que será implantado nos ônibus da capital paulista. Na ocasião, o prefeito também pretende discutir com o governador Geraldo Alckmin "as bases" dos projetos em conjunto com o Estado.

— Queremos repactuar a parceria.


Assim como na campanha, Haddad afirmou que vai reavaliar a atual política de transferência de recursos municipais para obras do Metrô.

— Não posso simplesmente transferir recursos.

Ele defende, porém, a necessidade de aumentar a participação da prefeitura na definição das obras.

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