Morte de pichadores: familiares fazem representação contra PMs
Polícia diz que os dois homens foram mortos em tiroteio; parentes afirmam que foi execução
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Familiares de Alex Dalla Vechia Costa, de 32 anos, e Aílton dos Santos, de 33 anos, mortos por policiais militares durante uma invasão a condomínio, foram até Corregedoria da PM (Polícia Militar), no bairro da Luz, centro de São Paulo, na manhã desta terça-feira (5). Eles querem fazer uma representação contra os policiais que atenderam a ocorrência. O caso aconteceu no início da noite da última quinta-feira (31).
Segundo os parentes, eles não foram roubar o apartamento e sim pichar a fachada do edifício. Os familiares contestam a versão da PM sobre uma troca de tiros entre as vítimas e os policiais. Além da corredoria, o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) também investiga o caso.
Imagens de câmeras de segurança mostram que por volta das 18h de quinta-feira (31) Alex Dalla Vechia Costa e Aílton dos Santos entram no prédio pelo portão principal. Eles pegam o elevador até o 17º andar e aproveitam para tirar vários selfies. Pouco tempo depois, o síndico do prédio trava o elevador utilizando um pé de cabra e uma cadeira. Meia hora depois, os policiais chegam ao local. As imagens das câmeras de segurança mostram uma grande movimentação de PMs durante cerca de uma hora. Neste momento, Vechia e Santos já haviam sido baleados.
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Em nota enviada à Agência Record na segunda-feira (4), a sala de imprensa da PM informou que "as circunstâncias do confronto estão sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Militar, mas não há, até o momento, indícios de irregularidade na ação policial."
Após a representação na corregedoria, os familiares seguem até o DHPP onde vão prestar depoimento sobre o caso a partir de 14h.















