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Para especialistas, racionamento em São Paulo já não é indicado

Diminuição da pressão noturna eliminaria redução de 1.600 litros

São Paulo|Do R7

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Apesar de Sabesp negar racionamento, moradores alegam falta de água em horários específicos
Apesar de Sabesp negar racionamento, moradores alegam falta de água em horários específicos

Especialistas em engenharia hidráulica ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo afirmam que a adoção do rodízio de água na região abastecida pelo Cantareira aumentaria o volume de água que já é economizado pela Sabesp, mas concordam que a medida, pelos prejuízos que seriam impostos à população, já não é a melhor opção.

"Com o rodízio poderíamos economizar mais água do Cantareira, mas não é uma conta simples de fazer. Portanto, é difícil saber se compensaria diante do transtorno que ele leva para a população e para a própria Sabesp", afirma Antonio Eduardo Giansante, mestre em Engenharia Hidráulica e Saneamento e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Segundo ele, se o rodízio de 48 horas com e 24 horas sem água fosse adotado hoje, a Sabesp continuaria economizando 3.600 litros por segundo com o remanejamento de água de outros sistemas, mas perderia a redução de 1.600 litros obtida com a diminuição da pressão noturna, porque ela se tornaria inviável em um esquema de cortes de abastecimento e poderia sofrer impacto negativo em relação à economia da população.

— Normalmente, em um cenário de rodízio, no dia em que tem água a população corre para estocar em vários reservatórios, até por precaução. Isso pode diminuir a economia obtida hoje. Por isso, com todos os riscos sanitários, de contaminação da rede quando ela está fechada, o rodízio deve ser a última instância.


Rodízio de água era primeira opção da Sabesp

Para o professor Jorge Giroldo, de Engenharia Mecânica do Centro Universitário da FEI, muitas medidas já adotadas pela Sabesp hoje são compatíveis com um rodízio, mas o ganho adicional que o racionamento traria seria pequeno.


— A parte positiva dessa crise foi a conscientização da população de que a água deve ser consumida racionalmente. Não sei se o rodízio tivesse sido adotado antes as pessoas teriam se educado dessa forma. Então, hoje, embora pudéssemos economizar um pouco mais com o rodízio, acho que não vale a pena adotá-lo.

Futuro


Para Giroldo, a Sabesp deve aguardar o início da próxima temporada de chuvas, em outubro, para observar se a pluviometria volta ao normal.

— Se a estiagem permanecer, aí não haverá opção ao racionamento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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