São Paulo

17/6/2013 às 13h11 (Atualizado em 17/6/2013 às 16h21)

PM não usará balas de borracha no protesto desta segunda-feira, em São Paulo, diz promotor

Utilização de gás lacrimogêneo e spray de pimenta durante ato não está descartada

Felippe Constancio, do R7

A Polícia Militar não usará balas de borracha durante a manifestação contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, marcada para esta segunda-feira (17), no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo. A informação é do promotor de Habitação e Urbanismo da capital, Maurício Lopes, que participou, nesta manhã, da reunião da SSP (Secretaria de Segurança Pública) com representantes do MPL (Movimento Passe Livre).

Lopes acrescentou que não está descartada a utilização, pelos militares, de gás lacrimogêneo e spray de pimenta durante o protesto. Ainda segundo ele, o MP (Ministério Público)  sugeriu que a avenida Paulista, “uma artéria que liga 30 hospitais da cidade”, seja evitada durante o ato e disse que tanto polícia quanto os manifestantes estão decididos por um protesto pacífico, ao contrário do que aconteceu na última quinta-feira (13), quando houve dura repressão policial.

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No último dia 12, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital se reuniu com representantes da Secretaria Estadual de Transportes, da Secretaria Municipal de Transportes, do Movimento Passe Livre e da sociedade civil. O objetivo foi buscar uma solução para os atos públicos contrários ao reajuste da passagem.

Segundo nota do MP, da reunião “resultou o compromisso de ser transmitida ao Estado e ao Município a sugestão apresentada pelos movimentos sociais de suspensão do aumento de tarifa dos transportes coletivos, pelo prazo de 45 dias, com a contrapartida de cessação dos atos públicos de responsabilidade dos movimentos sociais, partidos políticos e sindicatos, sem que tenha havido qualquer homologação ou juízo de valor sobre as propostas e reivindicações apresentadas”.

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Movimento Passe Livre

Os quatro protestos que pararam São Paulo, nos últimos dias, são organizados pelo Movimento Passe Livre. O MPL tem como principal bandeira a mudança do sistema de transporte das cidades da iniciativa privada para um modelo público, "garantindo o acesso universal através do passe livre para todas as camadas da população". O movimento calcula que 37 milhões de brasileiros deixam de se utilizar do transporte público por não poder arcar com o custo das passagens.

Na prática, o MPL quer que o transporte público seja gratuito. Portanto, a briga não é somente contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte coletivo em São Paulo — de R$ 3,00 para R$ 3,20. Sua carta de princípios diz que "o MPL deve ter como perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população".

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