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PMDB quer aprovar 4 mudanças na MP dos Portos

Nos bastidores do Congresso, partido é visto como um dos que mais combate a medida

São Paulo|Do R7

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Após uma tensa reunião de uma hora e meia da bancada do PMDB na Câmara, o partido decidiu fechar questão em favor do texto aprovado na comissão mista da Medida Provisória 595/2012, a MP dos Portos, que deve ir à votação ainda nesta quarta-feira (8).

Mas deverá trabalhar para aprovar pelo menos quatro mudanças por meio de destaques ao parecer do relator da comissão, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). O partido tem sido apontado nos bastidores como um dos que mais tem se colocado contrário à MP que reestrutura o setor portuário no País.

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A primeira das propostas é uma emenda do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). O destaque prevê que a prorrogação dos contratos de exploração portuária poderá ser feita pelo prazo previsto no respectivo contrato, uma única vez.

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A prorrogação ficaria condicionada à realização de investimentos necessários para a expansão e modernização da respectiva instalação portuária. A MP prevê que os contratos de arrendamento ficam em vigor pelo prazo previsto e tem de ser licitados com antecedência mínima de um ano do seu final.

Outra mudança que os peemedebistas devem apoiar é a que dá mais poderes aos órgãos estaduais para realizar as licitações em portos. "A MP tem uma concentração muito grande nas mãos da União", disse um peemedebista envolvido nas negociações.

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Um terceiro ponto que o partido fechou questão é o que permite os terminais privados a carregarem cargas de terceiros. O quarto ponto se refere à derrubada da obrigação do administrador portuário de ser dono do terreno que pretende explorar.

A disposição do partido, segundo um presente ao encontro, é não criar obstáculos ao governo Dilma Rousseff, que tem tratado a matéria como uma das mais importantes da agenda legislativa do ano.

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Ao contrário do temor de que iriam derrubar o texto, os peemedebistas vão apoiar a proposta aprovada na comissão mista, querendo até a aprová-la de forma simbólica. Mas já estão buscando apoios em outros partidos da base para aprovar os destaques, que não contam com qualquer aval do Palácio do Planalto e podem ser vetados futuramente.

"O que o Congresso precisa fazer é votar o veto, se houver", afirmou um peemedebista fluminense, lembrando a disputa em torno da Lei dos Royalties do Petróleo. Durante o encontro, segundo presentes, o líder do PMDB da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), demonstrou uma posição de apoio à MP.

Aliados e o Palácio do Planalto dizem que ele estaria trabalhando para a derrubada da medida. Um grupo de deputados, alinhado na bancada a Sandro Mabel (GO), chegou a pregar durante os debates a rejeição integral do texto, como forma de protesto ao tratamento dado pelo governo ao Congresso. Mabel e Cunha disputaram no início do ano a liderança do partido.

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