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Prefeitura tenta, mas não resolve problema de lixo e xixi em ruas da Vila Madalena

R7 flagrou também consumo e venda de drogas na região durante e após jogo do Brasil

São Paulo|Guilherme Lima, do R7

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Prefeitura instalou 180 banheiros químicos, mesmo assim, foram diversos os flagrantes de pessoas fazendo xixi na rua
Prefeitura instalou 180 banheiros químicos, mesmo assim, foram diversos os flagrantes de pessoas fazendo xixi na rua

Nem o reforço no número de lixeiras e banheiros químicos instalados na Vila Madalena, para o jogo Brasil X Chile neste sábado (28), evitou problemas recorrentes enfrentados pelo bairro desde o início da Copa do Mundo. A região boêmia, na zona oeste da capital, tem recebido milhares de pessoas e o resultado no fim da noite normalmente é: lixo acumulado nas ruas e o fedor de urina.

A reportagem do R7 percorreu na tarde e noite de sábado as principais vias que concentravam os torcedores. A situação começou a piorar depois que o jogo do Colômbia X Uruguai terminou, às 19h. Às 21h, o cheiro de urina já tomava conta de um trecho da rua Harmonia. A Prefeitura de São Paulo esperava resolver esse problema com o aumento do número de banheiros químicos: um total de 160.


As sarjetas, calçadas e até o meio das ruas já acumulavam lixo depois do jogo. Havia garrafas, latinhas, isopores, faixas e outros objetos jogados nas vias. A expectativa da prefeitura era resolver esse problema com a instalação de 30 lixeiras, com capacidade para 1 tonelada cada. A reportagem contou um número bem menor delas: cinco, em pouco mais de duas quadras.

O R7 ainda flagrou venda e consumo de drogas em meio à multidão, principalmente maconha, que era vendida por R$ 7. O frasco de lança-perfume era oferecido por um grupo de rapazes em voz alta a R$ 10. A PM deteve dois rapazes que fumavam maconha. Eles foram encaminhados a uma delegacia próxima para assinar um termo circunstanciado.


Após excesso de lixo na Vila Madalena, prefeitura promete "adequações" nos próximos jogos

A Polícia Militar fez bloqueios nas principais ruas da Vila Madalena e revistou muitos torcedores que entravam naquela área. Havia proibição de entrar com isopores e garrafas. Mas nem isso impediu a ação de ambulantes, dentro e fora do perímetro.


Moradora da rua Fradique Coutinho há 28 anos, Luisa Helena, queixava-se na noite de sábado da música alta. O bar ao lado instalou caixas de som na calçada dela.

— Meu marido está doente. Isso [som alto] agrava ainda mais a situação. Passamos a tarde em casa, assistimos ao jogo, mas agora estou com a TV ligada e não consigo ouvir, nem no volume máximo.


Um pouco mais para cima da casa de Luisa dois homens brigaram. Um deles ficou ferido na sobrancelha e foi socorrido por pessoas que estavam no mesmo grupo de amigos. Na rua Girassol com a Aspicuelta, foram jogados quatro rojões. Houve correria, mas ninguém se machucou.

Em meio à multidão, a PM diz que apenas policiais à paisana estavam circulando. Os fardados ficaram posicionados em pontos considerados estratégicos.

A Vila Madalena não teve nenhuma programação oficial para os jogos do Brasil. Porém, as TVs instaladas nos vários bares da região foram suficientes para atrair milhares de pessoas. O grande número de torcedores pegou de surpresa até mesmo a prefeitura. A vice-prefeita, Nádia Campeão, chefe do Comitê Municipal da Copa, admitiu que seriam necessárias “adequações”. O bairro já é tradicionalmente conhecido pela vida noturna, mas o Mundial levou às ruas da região uma multidão semelhante à que foi vista no Carnaval. 

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