Promotor quer que suspeitos de envolvimento com ataques a ônibus em SP sejam fichados
Mais de 30 coletivos já foram incendiados na capital desde o começo de janeiro
São Paulo|Do R7

O promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Saad Mazloum quer que a polícia fiche pessoas detidas por participação em protestos que terminaram com a queima de ônibus. O arquivo vai servir, segundo o promotor, para indiciar essas pessoas por mais tempo caso elas sejam detidas mais de uma vez.
O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (3) depois de uma reunião entre Mazloum e o coordenador de Operações da Polícia Militar, coronel Sérgio de Souza Merlo, para tratar da série de ataques a ônibus ocorridas na Grande São Paulo neste ano. Até esta segunda, foram queimados 35 coletivos em protestos diversos.
"Queimar ônibus virou moda", disse o promotor, ao afirmar que, segundo a PM, os ataques são, na maioria, atos isolados, sem terem sido orquestrados.
— Em apenas um dos casos, um dos autores presos afirmou ter queimado o ônibus a mando de uma quadrilha organizada.
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O promotor disse ter ficado satisfeito com as informações repassadas por Merlo. O coronel detalhou as ações tomadas pela PM para evitar novos ataques a ônibus, segundo ele.
— É papel da polícia garantir a segurança para os ônibus circularem.
Entre as ações adotadas, que já haviam sido anunciadas no fim da semana passada, está o deslocamento do Batalhão de Choque aos bairros da zona sul que mais registraram ataques e o uso de policiais militares à paisana no interior dos coletivos para evitar ataques.
— Ele [o coronel] detalhou medidas futuras, mas que não podem ser divulgadas por sigilo.
O promotor citou também o uso de câmeras de vigilância no interior dos ônibus, para facilitar a identificação de criminosos. Na próxima segunda-feira (6) Mazloum deve ouvir os empresários de ônibus e cooperados do setor de lotações.















