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MC Ryan é transferido de presídio em razão de visitas excessivas de advogados

Cantor está preso por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, movimentando R$ 1,6 bilhão

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • MC Ryan foi transferido do CDP para a Penitenciária II de Mirandópolis devido ao excesso de visitas de advogados.
  • Ele está preso preventivamente por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, movimentando R$ 1,6 bilhão.
  • A Operação Narco Fluxo resultou na prisão de MC Ryan e outros 33 investigados, mas 33 mandados de prisão temporária foram cumpridos, e alguns foram liberados após habeas corpus.
  • A Justiça sequestrou bens estimados em R$ 2,26 bilhões relacionados ao lucro das atividades criminosas, incluindo tráfico internacional de drogas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

MC Ryan foi preso em 15 de abril Reprodução/Instagram @imcryansp

O cantor MC Ryan, preso de forma preventiva por suposto envolvimento em um esquema criminoso de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido do CDP (Centro de Detenção Provisória), na capital paulista, onde estava detido, para a Penitenciária II de Mirandópolis, no interior do estado.

De acordo com Felipe Cassimiro, advogado de MC Ryan, a transferência foi determinada em razão do excesso de visitas que o acusado recebia de outros advogados, que iam ao CDP na tentativa de serem contratados para representar o cantor. “Bem possível que mais de 100 advogados [foram ao CDP]”, afirmou Cassimiro.


O assédio, segundo ele, acontece porque outros profissionais enxergam no caso a possibilidade de defender uma pessoa famosa e de alto poder aquisitivo. “Isso acontece com recorrência e envolve até questões éticas”, aponta.

Segundo o advogado, a decisão não partiu da defesa do cantor, mas foi administrativa. “Eu queria mantê-lo aqui [no CDP, em São Paulo] para que ela possa ficar mais perto dos familiares”, disse. Mirandópolis é um município da região noroeste do estado, a cerca de 600 quilômetros de São Paulo.


A SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo) apenas confirmou a transferência do investigado, mas disse que não comenta “motivos de transferência”.

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Preso junto com Poze do Rodo e criador da “Choquei”

Alvo da operação policial Narco Fluxo, deflagrada no dia 15 de abril, MC Ryan foi preso sob a suspeita de ser o líder de um esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão do crime organizado. O crime envolvia lavar dinheiro de origem ilegal — incluindo o tráfico de drogas internacional — por meio de bets e jogos de apostas.


O cantor Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página “Choquei”, que acumula 27 milhões de seguidores só no Instagram, também foram detidos. As defesas do trio sempre alegaram inocência.

Os três foram alvos de mandado de prisão temporária. Eles acabaram sendo soltos depois que o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Messod Azulay Neto concedeu habeas corpus e declarou a prisão temporária dos investigados “ilegal”.


A pedido da Polícia Federal, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, decretou, no dia 23, a prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira e de outros 33 investigados da Operação Narco Fluxo, que também haviam sido presos de forma temporária.

Cassimiro considera a prisão preventiva ilegal e acredita que MC Ryan poderia responder ao processo em liberdade por meio de medidas cautelares. “Ele é réu primário”, diz.

Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo contou com a atuação de 200 policiais federais, que cumpriram 90 mandados judiciais em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, 33 foram cumpridos.

A Justiça também sequestrou bens dos investigados até o valor de R$ 2,26 bilhões. O montante foi estimado com base no suposto lucro obtido com as atividades criminosas investigadas, com destaque para a ligação com o tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, além do volume financeiro identificado em relatórios de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

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