Recuperação do Sistema Cantareira pode levar três anos, diz Sabesp

A empresa discorda da recomendação do MPF de adotar racionamento de água

Após pedir aos órgãos reguladores autorização para retirar uma segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) admitiu que a recuperação do principal manancial paulista pode levar três anos. A afirmação foi feita pelo diretor metropolitano da empresa, Paulo Massato.

— Tem de chover no período de verão próximo da média para sobreviver. Em 2003 e 2004, o Cantareira se recuperou em três anos. Portanto, não será uma recuperação anual. Pode ocorrer, mas o homem ainda não controla o clima.

Os anos citados pelo dirigente marcaram a última estiagem do manancial. À época, o nível do sistema chegou ao que hoje seria aproximadamente 20% da capacidade. Ou seja, cenário melhor do que o atual. Na segunda-feira (28), o manancial estava com 15,7%, mas graças à primeira cota de 182,5 bilhões de litros do volume morto. O pedido para captar mais 116 bilhões da reserva será discutido na quarta-feira (30), pelos órgãos reguladores.

Leia mais notícias de São Paulo

Por causa do risco de colapso do sistema, o MPF (Ministério Público Federal) recomendou que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) implemente racionamento de água imediato nas regiões abastecidas pelo Cantareira. São 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Massato não concorda com a restrição no abastecimento.

— Rodízio hoje seria a pior solução para a população de São Paulo e para a Sabesp.

Sabesp discorda do MPF e afirma que não pretende adotar racionamento de água em SP