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SP registra menos vítimas de acidentes de trânsito após endurecimento da Lei Seca

Em janeiro ficou proibido dirigir com mais do que 0,05 miligrama de álcool no organismo

São Paulo|Do R7

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Nos dois primeiros meses de 2013, o Estado de São Paulo registrou queda no número de mortos e feridos em acidentes de trânsito. A diminuição vem após o endurecimento da Lei Seca, em janeiro deste ano, e o aumento da fiscalização.

Entre janeiro e fevereiro de 2012, São Paulo teve 21.324 casos de lesão corporal culposa — sem intenção — no trânsito. No mesmo período deste ano foram 19.940. A queda foi de 6,5%, segundo números da SSP (Secretaria da Segurança Pública), divulgados nesta segunda-feira (25).


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A redução mais expressiva foi no número de pessoas mortas em acidentes de trânsito em que a polícia entendeu que o motorista assumiu o risco de matar, os homicídios dolosos. Os casos caíram 30,7%, comparando o primeiro bimestre do ano passado com 2013.


Nos acidentes em que foi considerado que o condutor não assumiu o risco de matar a queda foi de 19%. Já os homicídios dolosos em batidas de trânsito teve redução de 11,2%. 

Carnaval


A queda nas mortes em acidentes de trânsito também foi registrada no feriado do Carnaval, logo após a tolerância zero de álcool no sangue de motoristas, em todo o País. O número caiu 25,4% em relação a 2012, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Nova lei


De acordo com a nova Lei Seca, instituída pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e em vigor desde o último dia 23 de janeiro, o motorista é autuado caso seja encontrado 0,05 miligrama de álcool no organismo. Antes, o limite era até 0,10 miligramas.

Se atingir 0,34 miligramas, além de ter de pagar multa no valor de R$ 1.915,40, o motorista perde o direito de dirigir por um ano e é punido ainda com sete pontos na carteira de habilitação, por ser considerado infração gravíssima. O motorista flagrado pelo teste de drogas será enquadrado pelo Artigo 306 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), que prevê detenção de seis meses a três anos.

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