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USP, Unesp e Unicamp receberão R$ 203 milhões a menos em 2015

A estimativa é do próprio governo estadual, responsável por repassar dinheiro às universidades

São Paulo|Do R7

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A previsão consta no decreto de contingenciamento de despesas dos órgãos estaduais, publicado pelo governador
A previsão consta no decreto de contingenciamento de despesas dos órgãos estaduais, publicado pelo governador

USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Unesp (Universidade Estadual Paulista) devem receber R$ 203 milhões a menos do que o previsto em 2015.

A estimativa é do próprio governo estadual, responsável por repassar dinheiro às universidades. Somados, os orçamentos das três para este ano eram de cerca de R$ 9,2 bilhões. Com o cenário mais pessimista, as instituições reduziram ainda mais os gastos de custeio.


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A previsão consta no decreto de contingenciamento de despesas dos órgãos estaduais, publicado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em janeiro. Outros setores importantes, como a educação básica, a saúde e obras de transportes, também foram afetados pela medida.


Cota fixa 

As três universidades recebem cota fixa de 9,57% da arrecadação paulista do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Isso significa que não há corte de recursos, mas repasse menor, fruto da arrecadação mais baixa. O governo culpa o desempenho fraco da economia no País.


A USP deve receber R$ 121 milhões a menos, em um orçamento de R$ 4,8 bilhões. A reitoria informou que, em relação a 2013, cortou 25% dos gastos de custeio e investimento. Sustenta ainda que outros ajustes orçamentários já haviam sido feitos, como o plano de demissão voluntária de funcionários.

"Saímos na frente no sentido de fazer controle, otimizar nossas atividades", disse o reitor da USP, Marco Antonio Zago ao jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ele, o recuo de despesas não prejudicou o ensino, a pesquisa e a extensão.

A Secretaria De Planejamento justificou as perdas com o quadro econômico fraco. Disse também que as universidades têm autonomia de gastos e as previsões são reavaliadas a cada quatro meses.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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