Crianças consomem quase 6 kg de açúcar no ano em lanches, diz estudo

Bolachas, balas e refrigerantes são os principais vilões para os pequenos

Do R7

Consumo anual médio de refrigerante pode chegar em 40 litros por criança, somente nos lanches entre refeições Thinkstock

As crianças brasileiras estão consumindo mais de 70% da quantidade de açúcar diária recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) apenas nos lanches entre refeições, segundo estudo Nutri Brasil Infância II, divulgado recentemente pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

De acordo com os autores da pesquisa, os números evidenciam os excessos que ocorrem na alimentação infantil, que contribuem com a epidemia de obesidade que assola o Brasil nos últimos anos. O consumo habitual médio de açúcar proveniente de alimentos consumidos apenas nos lanches pode atingir a marca de 5,8 kg por criança ao longo de um ano, afirma Carlos Nogueira, diretor do Departamento de Nutrologia Pediátrica da Abran.

— É muito açúcar que cada uma dessas lancheiras carrega em uma fase em que os hábitos alimentares estão ainda em formação.

Participaram do estudo mais de 3.500 crianças entre 4 e 11 anos de todo o País, e foram mapeados os alimentos mais frequentes nos lanches da manhã e da tarde.

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A partir do relato das mães entrevistadas, o estudo evidenciou que uma em cada três crianças come frequentemente biscoito recheado, especialmente no lanche da tarde. Somente com este alimento, as crianças já alcançariam quase 40% de todo o açúcar recomendado para o dia. Ainda, uma em cada cinco crianças tem relato de consumo muito frequente de balas, pirulitos ou caramelos no mesmo horário.

Atualmente, o Brasil está entre os maiores consumidores mundiais de refrigerantes e bebidas adoçadas, e o estudo mostra que este hábito começa muito cedo: uma em cada 10 crianças brasileiras consome refrigerante no lanche da tarde. A ingestão habitual média ao longo de um ano pode atingir a marca de 40 litros.

— A pesquisa avaliou todas as refeições dessas crianças, mas, nesta primeira fase, a prioridade foi entender no detalhe o que estava consumido no momento do lanche, pois constatamos que alimentos de alta densidade energética e baixo valor nutricional estão ocupando cada vez mais a alimentação das crianças.

Segundo Mauro Fisberg, do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi (Hospital Infantil Sabará), os lanches intermediários podem ser grandes aliados do bom desenvolvimento na infância, pois são uma oportunidade de consumo de alimentos com nutrientes essenciais como proteínas de boa qualidade, cereais, frutas, fibras e alguns minerais essenciais como o cálcio.

Segundo as recomendações dietéticas do Manual do Lanche Saudável da Sociedade Brasileira de Pediatria, o lanche intermediário usualmente deve ser composto por uma fruta, fonte de carboidrato (biscoitos e pães integrais), fonte de proteína (como os alimentos de origem láctea: leite, queijos, iogurte) e uma bebida, que deve ser preferencialmente a água ou sucos sem açúcar.

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