Itália aprova decreto que obriga vacinação de crianças

Crianças de até 6 anos só frequentarão escolas se vacinadas

Crianças italianas podem ser impedidas de se matricularem nas escolas se não tomarem vacina
Crianças italianas podem ser impedidas de se matricularem nas escolas se não tomarem vacina Getty Images

O Conselho de Ministros da Itália aprovou nesta sexta-feira (19) o decreto de lei que reintroduz a obrigatoriedade de vacinação em crianças em idade escolar.

O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, informou que, a partir de agora, crianças de 0 a 6 anos que não tenham todas as vacinas ficarão impedidas de serem matriculadas nas escolas. Além disso, o decreto aumenta a lista de vacinas obrigatórias, incluindo a de meningite e a de sarampo, que até então eram "recomendadas".

— O objetivo da estender a obrigatoriedade das vacinas e das medidas de prevenção servem para evitar verdadeiras emergências. Hoje, não estamos em emergência, mas, mesmo assim, são necessárias novas ordens que, gradualmente, darão mais proteção e segurança às crianças.

A ministra da Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin, havia anunciado em 11 de maio que apresentaria um projeto de lei para alterar a obrigatoriedade da vacinação. A medida vem quase dois meses após o país descobrir uma fraude em um hospital de Údine, onde uma enfermeia fingia vacinas crianças, sendo que, na verdade, não aplicava a imunização. A fraude, que durou de novembro de 2009 a dezembro de 2015, afetou mais de sete mil crianças.

A 8 dias para o fim da campanha, apenas 53% do público-alvo foram vacinados contra a gripe no Brasil

Já se vacinou contra a gripe? Tire as principais dúvidas sobre a imunização