OMS assume que epidemia de ebola na África Ocidental não está controlada
Número de mortos já chega a 350 e dezenas de novos casos foram registrados nos últimos dias
Saúde|Do R7
A OMS (Organização Mundial da Saúde) assumiu nesta terça-feira (24) que a epidemia de ebola que assola a África Ocidental não está controlada, mas afirmou que está fazendo o necessário para frear sua expansão.
Em entrevista coletiva, Fadéla Chaib, porta-voz da OMS, disse ser "a primeira vez que estamos perante uma epidemia destas características, com focos ativos em três países diferentes e em uma região onde nunca antes tinha aparecido o vírus".
— A epidemia não está controlada, e não estará até que a última pessoa infectada tenha passado 42 dias (período de incubação) sem desenvolver a doença.
Entenda: ebola é doença infecciosa grave que atinge principalmente os países da África
Ontem, a ONG Médicos Sem Fronteiras denunciou que a epidemia estava sem controle e pediu mais meios e mais pessoal para tentar pará-la. O número de mortos por causa da epidemia de ebola na África Ocidental já chega a 350, e dezenas de novos casos foram registrados nas últimos dias em Guiné, Serra Leoa e Libéria, os três países onde por enquanto se detectaram infecções.
Chaib anunciou hoje que a OMS ativou o GOARN (Global Alert and Reponse Network) — uma rede formada por agências internacionais, governos, universidades, e outras entidades- e solicitou especialistas em diversas áreas que possam viajar os três países envolvidos para tentar conter o surto.
— Infelizmente, ainda vemos que um dos principais problemas para freá-la é a pouca consciência da população sobre os riscos relacionados com os doentes. Ainda muitos não os levam ao hospital e os deixam em casa, ou tocam e abraçam uma vez falecidos, o que permite o contágio.
Chaib lembrou que a OMS organizou uma reunião de alto nível no começo de julho para debater sobre a epidemia e as ações urgentes que devem ser implementadas para freá-la. A reunião vai acontecer em Acra, a capital de Gana, à qual serão convidados todos os ministros de Saúde da região, um encontro que segue outro que realizado na sexta-feira passada pelos três ministros da Saúde dos países afetados.
— Nessa reunião se deram conta de que era importante que toda a região estivesse envolvida nos planos de contingência e por isso organizamos a de Acra.
Esta é a primeira vez que se identifica e se confirma uma epidemia de ebola na África Ocidental, pois até agora sempre tinham ocorrido na África Central.















