Juíza suspende ordem do governo Trump para remover WeChat
Decisão afirma que faltam opções de comunicação para usuários do serviço, e questionou os motivos da emissão da ordem
Tecnologia e Ciência|Do R7

Uma juíza dos Estados Unidos bloqueou, no domingo (20), a ação do governo Trump de exigir que Apple e Google removam o aplicativo de mensagens chinês WeChat para downloads.
A juíza Laurel Beeler, de San Francisco, afirmou em um despacho que os usuários do WeChat que entraram com uma ação judicial "mostraram sérias dúvidas quanto ao mérito da reclamação da Primeira Emenda".
Leia também

ByteDance escolhe Oracle como parceira do TikTok nos EUA

TikTok diz não ter escolha a não ser processar governo Trump

TikTok remove 380 mil vídeos de discurso de ódio nos EUA

Investidores estimam que TikTok vale mais de R$ 250 bilhões

O que está por trás da escalada de tensões da China com potências globais
Sua decisão de 22 páginas acrescentou que as proibições "carregam substancialmente mais discurso do que o necessário para servir aos interesses significativos do governo na segurança nacional, especialmente dada a falta de canais substitutos para a comunicação".
Na sexta-feira, o Departamento de Comércio dos EUA emitiu uma ordem citando motivos de segurança nacional para bloquear o aplicativo da Tencent. O Departamento de Justiça pediu à juíza Beeler que não suspendesse a determinação. A Tencent e o Departamento de Justiça não comentaram imediatamente.
A liminar preliminar de Beeler também bloqueou a ordem do Departamento de Comércio que teria barrado outras transações com o WeChat nos EUA, o que poderia ter reduzido drasticamente a usabilidade do site nos EUA. O Departamento de Comércio não comentou imediatamente.
O WeChat tinha uma média de 19 milhões de usuários ativos diariamente nos EUA, disse a empresa de análise Apptopia no início de agosto. É popular entre estudantes chineses, americanos que vivem na China e alguns americanos que têm relacionamentos pessoais ou de negócios na China.
Beeler escreveu que "certamente o interesse geral do governo pela segurança nacional é significativo. Mas neste aspecto - embora o governo tenha definido que as atividades da China levantam preocupações de segurança nacional significativas - ele apresentou escassas evidências de que a proibição do WeChat para todos os usuários dos EUA aborda essas preocupações".
LEIA TAMBÉM: Mulher alemã pode ser a primeira vítima fatal de um ciberataque
Uma mulher alemã pode se tornar a primeira vítima fatal registrada de um ataque cibernético. Ela deu entrada na Clínica Universitária de Dusseldorf, mas não foi admitida para tratamento porque os aparelhos da instituição estavam bloqueados devido a um ...
Uma mulher alemã pode se tornar a primeira vítima fatal registrada de um ataque cibernético. Ela deu entrada na Clínica Universitária de Dusseldorf, mas não foi admitida para tratamento porque os aparelhos da instituição estavam bloqueados devido a um ataque de hackers
























