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Atualização do Marco Civil tira big techs de situação confortável no país, diz especialista

STF julga recursos de plataformas contra decisão que amplia responsabilidade sobre publicações de usuários

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF julgará recursos de big techs contra decisão que amplia sua responsabilidade sobre publicações de usuários.
  • Decretos do governo federal atualizam o Marco Civil da Internet, impondo novas regras às grandes empresas de tecnologia.
  • Plataformas agora devem remover conteúdos mediante notificação, sem necessidade de ordem judicial.
  • Empresas são obrigadas a ter representante legal e sede no Brasil para garantir cumprimento de decisões judiciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O STF deve julgar, no próximo dia 10, os recursos apresentados pelas big techs e organizações da sociedade civil contra a decisão que ampliou as responsabilidades das empresas sobre as publicações dos usuários nas redes sociais. Ainda que uma alteração na decisão não seja o almejado, a possibilidade não pode ser completamente descartada, diz o especialista em crimes digitais Flávio D’urso.

Em maio, o governo federal publicou dois decretos que atualizavam o Marco Civil da Internet ao criar mecanismos de fiscalização e elencar deveres das grandes empresas de tecnologia no país, relacionados à moderação de conteúdo nas plataformas. As corporações têm até 20 de julho para se adequar às novas regras.

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Redes sociais estavam em situação 'muito confortável', segundo especialista Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista explica que, antes, as plataformas só eram responsabilizadas por ordem judicial. Agora, basta uma notificação para que elas sejam obrigadas a remover conteúdos. “E é importante estabelecer e reiterar aqui que, com relação aos crimes contra a honra, não houve alteração. Isso numa tentativa [de isso] não ser utilizado por uma censura”, destaca. As empresas ainda ficam obrigadas a ter representante legal e sede no Brasil.

“Nós vimos alguns casos em que decisões judiciais eram prolatadas aqui no Brasil, mas não tinha para quem remeter para que houvesse o cumprimento ou até quem punir em eventual caso de descumprimento. São decisões importantes, são situações importantes e que mudam esse ecossistema das redes sociais, que estavam numa situação muito confortável”, ressalta.

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