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WhatsApp diz que não cederá dados para autoridades de Hong Kong

Empresa aguarda uma avaliação mais aprofundada do impacto da Lei de Segurança Nacional aprovada pela China

Tecnologia e Ciência|Do R7

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Manifestantes erguem cartazes em branco durante protesto em Hong Kong
Manifestantes erguem cartazes em branco durante protesto em Hong Kong

O WhatsApp, de propriedade do Facebook, informou nesta segunda-feira (6) que interrompeu o processamento de solicitações de autoridades de segurança por dados de usuários em Hong Kong.

O WhatsApp está "pausando" essas análises, aguardando uma avaliação mais aprofundada do impacto da Lei de Segurança Nacional aprovada pela China, incluindo due diligence formal sobre direitos humanos e consultas com especialistas da área, disse um porta-voz da empresa em comunicado.


Hong Kong tem acesso irrestrito à internet, ao contrário da China continental, onde sites como Google, Twitter e Facebook são bloqueados.

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Na semana passada, o Legislativo chinês aprovou uma lei de segurança nacional em Hong Kong, preparando o cenário para as mudanças mais radicais na história da ex-colônia britânica desde que voltou ao domínio chinês há 23 anos.


A abrangente legislação coloca Hong Kong sob maior controle da China. Alguns moradores de Hong Kong disseram que estavam revisando suas postagens anteriores em redes sociais sobre os protestos pró-democracia e a lei de segurança, e excluindo aquelas que eles achavam que seriam vistas como sensíveis.

A lei também colocou a China ainda mais no caminho de uma colisão com os Estados Unidos, com o qual já está envolvida em conflitos sobre comércio, o mar do sul da China e o coronavírus.


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