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"Atirador tinha munição para massacre ainda maior", diz polícia

Munições usadas por atirador eram antigas e sem número de lote. Segundo polícia, ele efetuou 22 disparos dentro da catedral de Campinas

Noticias|Fabíola Perez, do R7

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Atirador tinha o dobro de munição e poderia ter feito mais vítimas
Atirador tinha o dobro de munição e poderia ter feito mais vítimas

A intenção de Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, seria, de acordo com a polícia, cometer um massacre ainda mais grave. O delegado José Henrique Ventura, do Deinter (Departamento de Policia do Interior 2), afirmou que o armamento CZ (Ceska Zbrojovka) que o atirador utilizou possuía quatro carregadores. "Os dois carregadores que ele não utilizou tinham, cada um, mais 11 projéteis. Ele tinha muita munição." Ainda segundo o delegado, ele efetuou 22 disparos dentro da Catedral Metropolitana de Campinas.

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"É uma arma muito perigosa e altamente perfurante. Ele não teria comprado no mercado legal", explicou Ventura. No entanto, familiares do atirador afirmam que Euler não teria condições de comprar uma arma importada. No entanto, a polícia não acredita que a arma tenha pertencido ao Exército. "Não é usual das Forças Armadas. Acredito que essa arma tenha sido subtraída de um colecionador de armas. Elas são compradas com autorização", disse Hamilton Caviola, delegado do 1º DP de Campinas.

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Ele disse novamente que o atirador possuía conhecimento sobre o manuseio dos armamentos. "Ele deve ter tido algum contato anterior com armas", diz. As investigações ainda não revelaram se ele chegou a participar de alguma escola de tiros na região. Em Campinas, segundo o delegado, existem pelo menos cinco estabelecimentos desse tipo.


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CZ (Ceska Zbrojovka) utilizada por atirador
CZ (Ceska Zbrojovka) utilizada por atirador

Já sobre as munições apreendidas, a polícia afirma que estariam guardadas antes de serem utilizadas para o ataque. "Não temos o número de lote ainda, mas dá para ver que são munições antigas", afirmaram ambos os delegados à frente das investigações. 


Próximos passos

A partir de agora, a prioridade da polícia será ouvir as testemunhas, a familiares do atirador e vizinhos. Segundo relatos encontrados em folhas de anotações, ele afirma que sofria perseguições de vizinhos.


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"Essas pessoas podem nos ajudar a traçar o perfil dele e encontrar a motivação do crime", diz Ventura. "Às vezes pode ter ocorrido um surto psicótico que ocasionou a ação. Ele tinha uma personalidade diferente e era muito introvertido", disse Cacciola.

A polícia afirmou que ainda não colheu depoimentos de familiares do atirador, porém, de acordo com as informações levantadas até o momento, é possível dizer que ele não possuía relacionamentos. "Ele era analista de sistemas, pode ter feito uso de jogos. Ele também tinha mania de perseguição, se sentia incomodado com vizinhos e anotava placa de veículos."

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Grandolpho perdeu a mãe e um irmão. Segundo as anotações encontradas pela polícia, ele relata depressão e uma relação agressiva com o pai. A polícia afirmou que todos os materiais apreendidos serão enviados para a perícia e analisados.

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