Análise: cota chinesa é alerta para o agro brasileiro
País bate recordes de exportação de carne bovina, mas economista recomenda não ficar vulnerável a um único comprador
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O mercado de carne bovina brasileira está em um bom momento; só em janeiro, o setor movimentou US$ 650 milhões. Até agora, ele já gerou mais de um bilhão de dólares na receita. Segundo dados preliminares do IBGE (Instituto Brasileiro De Geografia E Estatística), o abate de gado cresceu mais de 13% no quarto trimestre de 2025.
A maioria das exportações são direcionadas à China, mas uma cota limitante de envios da mercadoria, estabelecida pelo país asiático, pode mudar o cenário drasticamente.

A cota também atinge outros parceiros comerciais, mas o Brasil foi o mais afetado, que fará com que as exportações sejam diminuídas em 35%. “A cautela que essa cota chinesa impõe a nós é o alerta sobre a vulnerabilidade de depender de um único comprador”, afirma Daniel Vargas, professor da escola de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo, durante o Conexão Record News desta sexta-feira (13).
Para evitar o prejuízo, o mercado terá que se adaptar; segundo o especialista, ele leva em consideração três possíveis soluções para quando a cota for concluída. A primeira seria aumentar as vendas para os Estados Unidos ou a Europa; outra saída seria apostar no Oriente Médio e o Sudeste Asiático. A possibilidade de redirecionar o excedente para o mercado interno também é considerada.
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Este último cenário levaria a uma diminuição do preço da carne no Brasil, mas poderia gerar crises para os produtores de gado. Entretanto, o especialista crê que as chances do país conseguir encontrar novas parcerias internacionais são altas. Na opinião dele, a maior preocupação envolve a “corrida” que pode ocorrer entre os pecuaristas para poder vender o produto para a China antes que a cota seja concluída.
“Todos os produtores vão tentar se antecipar. [...] Porque ao estabelecer uma cota, a China cria uma corrida. Quem chegar primeiro ocupa o espaço, enquanto o outro vai pagar mais caro. Então a tendência é que todos eles queiram se acelerar para não ser prejudicado”. Vargas avalia que para evitar conflitos, o ideal seria o governo criar medidas protetivas, mas estas ainda poderiam causar danos por conta da intervenção do Estado.
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