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‘Cenário da primeira safra é desafiador’, diz presidente da Abramilho sobre impactos climáticos na produção

Paulo Bertolini prevê queda na produção devido à falta de chuva e temperaturas mais baixas, e projeta custos elevados de estoque

Agronegócios|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A produção de milho no Brasil deve diminuir na safra 2025/2026 devido a fatores climáticos desafiadores e custos elevados.
  • A falta de chuvas e temperaturas frias impactaram o desenvolvimento das plantações, mas há esperança de recuperação com a chegada das chuvas em dezembro.
  • O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, destacou a necessidade de adaptação no cultivo do milho e a possibilidade de que ele ocupe mais espaço na primeira safra do Centro-Oeste.
  • Ainda assim, o Brasil deve continuar sendo um grande exportador de milho, com expectativa de excedente superior a 40 milhões de toneladas para exportação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A produção de milho no Brasil deve sofrer uma redução na safra de 2025/2026. Desde setembro, o cultivo do cereal vem sofrendo com falta de chuva e temperaturas mais baixas, que afetaram o desenvolvimento das plantações no Sul do país — região que concentra a maior parte do cultivo brasileiro do grão na primeira temporada.

Em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (16), Paulo Bertolini, presidente da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo), destaca que, apesar das condições climáticas desafiadoras, a perspectiva é de recuperação parcial neste mês.


Custos elevados previstos para esta temporada podem impactar negativamente a produtividade esperada do milho Reprodução/Record News

“Retomando as chuvas aqui em dezembro, a gente imagina que isso possa de alguma forma recuperar aquela saída que não foi tão exitosa, apesar de a gente ter recebido toda uma carga de ventos, de granizo, com certa frequência aqui no Paraná e Santa Catarina também”, afirma.

Bertolini pontua que “há uma perspectiva, com a indústria do etanol de milho no Centro-Oeste, que o milho possa ocupar um pouco mais de espaço também na primeira safra naquela região”. Ele ressalta, no entanto, que “isso encarece bastante o custo de carrego de estoque”.


Apesar dos desafios relacionados ao clima e aos custos elevados, o presidente da Abramilho enfatiza que o Brasil continua sendo um importante exportador global do cereal: “Esperamos suprir o mercado brasileiro e ter um excedente acima de 40 milhões de toneladas para exportar”.

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