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‘Se é 15% para todo mundo, o Brasil fica mais competitivo que muitos países’, diz economista sobre tarifas

Decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos beneficia café, uva, mel e pescados brasileiros, mas analista ainda prega cautela sobre os próximos passos de Trump

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Suprema Corte dos EUA suspendeu tarifas elevadas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
  • A decisão beneficia itens como café, uva, mel e pescados, que enfrentavam taxas altas desde o ano passado.
  • Embora a situação seja otimista, existem desafios logísticos para os exportadores se adaptarem a uma tarifa fixa de 15%.
  • A incerteza persiste devido a investigações sobre práticas comerciais brasileiras que podem impactar as relações entre os países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu suspender as altas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump a parceiros comerciais. Para o Brasil, a medida impacta positivamente itens como café solúvel, uva, mel e pescados que estavam sujeitos a taxas elevadas desde o ano passado. Trump criticou a decisão da Justiça americana e impôs uma nova tarifa global de 10%, posteriormente elevada para 15%.

Em entrevista ao Record News Rural, o analista de economia Miguel Daoud explicou que o Brasil foi inicialmente penalizado injustamente com as tarifas devido ao déficit comercial com os Estados Unidos. “Donald Trump deixou o Brasil com 10%, depois vieram aquelas questões que acabou elevando as nossas tarifas para 50%”, relembra.

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Imagem da Estátua da Liberdade vista à distância, no porto de Nova York. Em primeiro plano, aparece um barco laranja navegando pela água e um prédio. Ao fundo, há guindastes e estruturas portuárias.
Mesmo com a suspensão temporária das sanções tarifárias ainda existem desafios para os exportadores brasileiros Reprodução/Record News

Mesmo com a suspensão temporária das sanções tarifárias e uma possível tarifa fixa de 15%, ainda existem desafios para os exportadores brasileiros retomarem suas operações normais rapidamente.

“Se é 15% para todo mundo, o Brasil fica mais competitivo que muitos países, porque nós temos condição em produtividade. [...] Você não estala os dedos e já tem o produto para exportar com uma tarifa de 15%, tem todo um trâmite administrativo, financeiro, de produção, então temos que esperar um pouco para ver como que esse aspecto se consolida, mas há uma esperança”, explica.

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Daoud ainda diz que, apesar de ser uma boa notícia, existe uma incerteza quanto às investigações em curso sob o artigo 301 da Lei de Comércio dos EUA contra práticas brasileiras. “Ele deu a entender que [...] o Brasil estaria prejudicando a relação comercial com os Estados Unidos, que ele considera que a 25 de março burla as leis e isso acabaria prejudicando as exportações americanas, a questão do Pix que prejudica os cartões americanos, que basicamente aqui nós temos todos, e outros aspectos”, afirma.

Segundo o analista, as tarifas impostas por Trump não ajudaram os EUA. “O tarifaço de Trump não resolveu nada para os Estados Unidos, eles continuam com dificuldade e mais, têm inflação, a única coisa que eles tiveram crescimento foi na arrecadação”, argumenta. E, embora haja otimismo sobre as relações comerciais futuras entre os dois países, é necessário aguardar mais desenvolvimentos legais nos próximos meses.

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