Comunidade aposta no cultivo sustentável da laranja; árvores demoram até dez anos para dar frutos
Em Palmeirais (PI), as laranjas produzidas sem agrotóxicos têm um significado que vai muito além da economia
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A cidade de Palmeirais, na zona rural do Piauí, encontrou na plantação de laranja uma fonte de renda. Os pomares ficam nos quintais das casas. Os agricultores não usam agrotóxico nem mudas enxertadas, o que leva mais tempo na produção. O principal problema está na dificuldade de comercialização.
No Brasil, a laranja aparece como a segunda fruta mais consumida, ficando atrás apenas da banana. Na comunidade Olho d’Água, os quintais produtivos têm pés de laranja carregados, fazendo parte da paisagem e rotina das famílias. “Um pé de laranja desse, para chegar a esse porte hoje, você planta nele hoje e ele só vai começar a botar frutos a partir dos 10 anos. Essa é a laranja comum, não é a laranja enxertada. Se você plantar laranja enxertada, com um ano você está tirando”, afirma o produtor rural Paulo Pereira.
Para este ano, a expectativa é que a safra seja ainda melhor que a anterior, por conta da boa condição dos frutos, que estão vistosos e em alta quantidade. O produtor afirma que, em uma semana, ele tira em média 1.500 frutas e, mesmo assim, ainda conta com 500 no pé.
Ele também afirma que, apesar da boa quantidade, a dificuldade em transportar as frutas ainda é um grande desafio aos produtores locais, que precisam que os consumidores se desloquem até o local para comprar.
Mas, para os moradores da comunidade Olho d’Água, a cultura da laranja tem uma importância que vai além da economia. “A laranja representa algo muito especial para nós, porque ela é a maior riqueza do nosso município”, diz Paulo.
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