Entenda como a alta das importações preocupa o produtor de leite no Brasil
Setor enfrenta queda de 25,8% no preço pago ao produtor e inicia 2026 em nível inferior ao de anos anteriores
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O preço do leite pago ao produtor despencou em 2025, a desvalorização real acumulada no ano foi de 25,8%. Nesse cenário, 2026 começou com patamar abaixo dos registrado em anos anteriores. Em entrevista ao Record News Rural, Guilherme Dias, assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) afirma que o recuo na receita do produtor está diretamente ligado à importação elevada.
“A gente tem um cenário bastante desfavorável para o produtor nacional de leite em função do elevado volume de importações que o setor vem enfrentando. Vamos para o terceiro ano seguido de importações acima de 2 bilhões de litros de leite, o que é bastante relevante”, diz o assessor.
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Ele aponta que, embora Brasil e Mercosul pratiquem tarifas de importação relativamente menores quando comparados a outros mercados, o comércio de leite entre os países do bloco é totalmente isento, o que intensifica a concorrência para os produtores nacionais.
“O Brasil e o Mercosul, como um todo, têm tarifas que são consideradas baixas do ponto de vista da comparação com esses países, onde aplica-se 28% de tarifa externa comum na importação de leite em pó. O problema é que os nossos fornecedores são os parceiros aqui do Mercosul que gozam de tarifa zero. Ou seja, então essas tarifas que são praticadas pelo bloco como um todo não são aplicadas intrabloco”, explica Dias.
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