Entenda como o fenômeno La Niña impacta a produção agrícola no Brasil
Meteorologista Guilherme Borges destaca que as condições atmosféricas interferem nas lavouras e evidenciam tendências de aquecimento contínuo
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O ano de 2025 foi o sétimo mais quente dos últimos 64 anos no Brasil, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), com a temperatura média anual chegando a 24,56 °C. Além do calor, o fenômeno climático La Niña tem impactado o regime de chuvas e afetado diretamente a produção de culturas agrícolas, como a soja e o milho.
Em entrevista ao Record News Rural desta segunda-feira (26), o meteorologista Guilherme Borges explica que o La Niña é um “termômetro” do aquecimento do planeta e que, apesar de ajudar a conter altas mais intensas de temperatura, esse efeito não tem sido observado de forma consistente nos últimos anos.

“Às vezes, quando a gente tem uma configuração de um El Niño muito significativa, as temperaturas do planeta disparam. Quando a gente tem uma questão de um fenômeno La Niña, ele ajuda a dar uma segurada nessa questão das temperaturas mais significativas. Mas não é o que a gente vem vendo de maneira mais efetiva ao longo dos últimos anos”, diz o meteorologista.
Borges pontua que o aquecimento global já ocorre de forma contínua e que oscilações climáticas, como o evento climático e a variação da temperatura do Atlântico, não têm sido suficientes para conter esse avanço, o que torna os impactos mais evidentes.
“O aquecimento do planeta já vem sendo natural e as oscilações climáticas, como o fenômeno La Niña, variação da temperatura do Atlântico, não conseguem segurar de maneira tão efetiva essa questão do aquecimento do planeta. Então, a gente vem seguindo, sim, uma questão de aquecimento mais significativo, e essas oscilações se tornam ainda mais significativas no clima de curto prazo”, pontua.
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O especialista explica também que o fenômeno climático tem a característica de deixar o tempo mais seco no Sul do Brasil e trazer mais instabilidades para as regiões Norte e Nordeste, afetando a produção de culturas agrícolas.
“Se a gente tiver uma condição de tempo mais seco, principalmente no Sul do Brasil e também em parte do Centro-Oeste, que são importantes regiões produtoras de soja e também de milho, isso acaba afetando a produtividade. Então, esse fenômeno estabilizado, com a sua característica de deixar o tempo mais seco no Sul, acaba prejudicando principalmente a questão da soja, do milho”, afirma Borges.
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