Entenda o que motivou o recorde histórico das exportações de carne bovina em fevereiro
Demanda aquecida, baixa oferta global e novos compradores ajudaram a fortalecer o desempenho brasileiro no mercado externo
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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As exportações de carne bovina registraram resultado histórico, alcançando o melhor desempenho para um mês de fevereiro. Em entrevista ao Record News Rural, Tiago Bernardino, coordenador de pecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), explica como diferentes fatores influenciaram a alta das vendas externas.
Segundo Bernardino, a China antecipou as compras devido às cotas impostas aos exportadores, mas a grande questão passa pela necessidade de compra da proteína a um preço competitivo.

“A baixa oferta mundial, a gente sente isso quando os países vêm comprar carne brasileira. Então, há uma preocupação geral no globo para essa oferta de proteína, e isso vale para carne bovina, para carne suína, carne de frango. Então, a gente vem tendo essa percepção de todas as carnes aumentando”, afirma o coordenador.
De acordo com ele, a China segue como principal destino da carne bovina brasileira, mas os Estados Unidos têm ampliado sua presença nas compras e assumido papel cada vez mais relevante nas vendas externas.
“Dos 100% que o Brasil exportou, a China foi responsável por 43%, enquanto os Estados Unidos foram responsáveis por 13,3%. Para a gente falar números exatos. Mas o que chama atenção, sim, é que, basicamente, há 4 anos, em 2023, a China comprou 52% de toda a carne que a gente vendeu, enquanto os Estados Unidos, 9%. Então, os Estados Unidos crescem nas compras, assim como a China”, explica.
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O coordenador acrescenta que, em razão dos conflitos geopolíticos, a expectativa é de encarecimento da carne ao longo de 2026 para o consumidor brasileiro.
“A gente pode ter um refresco de preços ao produtor e ao consumidor nesse período que eu comentei, mas não vai ser tão forte como foi nos últimos anos, principalmente por causa dessa dinâmica de maior venda internacional. [...] Ainda a gente não falou sobre conflito. Então, se a gente continuar nesse ritmo de exportação, a probabilidade de a gente ter uma carne mais barata para o Brasil ou uma carne mais estável é muito pequena, a probabilidade de uma carne mais cara para o brasileiro ao longo de 26”, afirma.
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