Maior produtora de tomates do Brasil está preocupada com efeitos do clima
‘A gente era acostumado a uma média bem mais alta’, lamenta produtor rural de Silvânia (GO) sobre efeitos do calor e chuvas de 2026
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O município de Silvânia, em Goiás, tem mais tomates do que pessoas. Apesar de ter uma população estimada de 20 mil habitantes, o local assumiu recentemente o posto de maior produtor brasileiro do fruto. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que 361 mil toneladas da mercadoria foram colhidas na última safra, produzida em fazendas como a de Eli José.
O produtor trabalha há quase 10 anos na região. Em 2026, após plantar 105 hectares, colheu uma média de 110 toneladas de tomate por hectare. Apesar da quantidade, ela ficou abaixo da média do agricultor, que nota os efeitos do clima e de fenômenos como El Niño na produtividade da lavoura.
“É um ano muito quente, cheio de intempéries. [...] Isso prejudicou muito o tomate esse ano. [...] Tanto que a gente era acostumado a uma média bem mais alta”, afirmou em entrevista ao Record News Rural desta quinta (1º). A colheita terminou na primeira quinzena de setembro, mas José já pensa nas dificuldades que podem ser enfrentadas no próximo ano.
O aumento dos custos no abastecimento das máquinas e nos valores dos impostos, unidos aos efeitos climáticos, deixam o agricultor pessimista: “Eu acho que o ano que vem vai ser mais difícil do que esse ano. Não sei nem se a gente vai conseguir plantar isso tudo, principalmente falando do tomate, que é um custo altíssimo por hectare. [...] Se acontecer qualquer coisa que não colher, já pode comprometer toda a renda da fazenda”.
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