Produtor de abacaxi faz sucesso em Minas Gerais e revela segredo para garantir sabor da fruta
Cerca de 30 mil pés de abacaxi ocupam a plantação do tamanho de três campos de futebol
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Thiago Lima produz abacaxis em Presidente Olegário, Minas Gerais, há cinco anos. Três anos atrás, não lucrava quase nada. Hoje, ele mantém o abastecimento de toda a região. O Record News Rural desta terça (13) mostrou os cuidados tomados por Thiago com a delicada fruta e o esforço que ele investe para garantir o sucesso da lavoura.
Assim que começa a colher os abacaxis maduros, uma chuva repentina interrompe o progresso. Ele vê a situação por dois lados: “Primeiro a gente tem que agradecer pela chuva. Mas ela tira um pouco do doce da fruta. Se continuar desse jeito aqui acredito que atrapalha”. O motivo da preocupação está no fato da safra se encontrar no ponto de colheita, que ocupa o espaço desde o início de outubro até janeiro. Segundo o agricultor, caso esse momento não seja aproveitado para colher o produto, ele atrai pragas e fica impróprio para o consumo.

Esse cuidado não é somente com um único abacaxi, mas com todos os dois hectares de plantação, quase três campos de futebol. Cerca de 30 mil pés de abacaxi ocupam o espaço. A produção ocorre o ano inteiro e atenção é essencial por conta da delicadeza do fruto. O sabor depende do manejo, do clima e do cuidado diário. Nos períodos secos o talo, ou broto, é plantado. Thiago detalha que um dos métodos empregados para manter a qualidade do sabor é envolver os abacaxis com papelão ou jornais quando a colheita se aproxima, para impedir que o sol queime a fruta e altere o gosto.
Demorou para a fazenda do produtor chegar ao ponto em que se encontra hoje. Durante os três primeiros anos de existência, todo lucro obtido era investido novamente no próprio negócio. A medida era necessária pela alta competição de agricultores locais que cresciam a mesma mercadoria.
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Com uma oferta alta, a caixa do abacaxi chegou a custar apenas R$ 20, o que fez com que os fazendeiros abandonassem aos poucos a cultura. Mas não Thiago: “Eu e meu irmão pensamos em manter o mercado porque um dia vai melhorar. Toda fase boa e ruim é passageira. E eu acredito que agora essa fase ruim passou”. Ele tem certa razão, hoje a caixa chega aos R$ 80.
Todo o esforço é recompensado com a alta procura e elogios dos clientes. Uma comerciante local diz que é constantemente perguntada se a origem da fruta é na fazenda dos irmãos. Grato, Thiago conclui: “Quando você faz uma fruta de qualidade, que vai agradar à clientela, você não tem dificuldade não. Graças a Deus a saída dele é muita”.
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