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Seguro rural ‘ficou ainda mais urgente’ devido às mudanças climáticas, diz pesquisador

Apesar de orçamento de mais de R$ 1 bilhão para PSR, valor é considerado insuficiente e ainda pode sofrer vetos na LDO

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Orçamento de R$ 1,017 bilhão para o PSR pode sofrer cortes devido a vetos na LDO.
  • Histórico de redução no valor do seguro pode prejudicar proteção aos produtores rurais.
  • Área protegida pelo seguro rural caiu de 7,3 milhões de hectares em 2022 para 4,8 milhões no último ano.
  • Especialistas destacam a importância de um programa de seguro rural robusto em tempos de mudanças climáticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O valor do orçamento para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) previsto para este ano é de R$ 1,017 bilhão. No entanto, esse montante pode não ser pago pelo governo devido a possíveis vetos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que permite congelamento em parte dos gastos públicos.

O cenário pode repetir um padrão ocorrido nos últimos anos, segundo Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro. Em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (27), ele evidencia que, atrelado ao corte do valor destinado ao seguro nos últimos anos, o não reajuste do orçamento anunciado inicialmente também atrapalha o auxílio aos produtores.


Área protegida caiu de 7,3 milhões de hectares, em 2022, para 4,8 milhões de hectares no último ano Reprodução/Record News

Em um cenário de aumento nos danos às lavouras devido às mudanças climáticas, o especialista enfatiza que a necessidade de investimentos na proteção das terras “ficou ainda mais urgente”. Enquanto em 2022 a área protegida era de 7,3 milhões de hectares, com a redução do seguro o número caiu para 4,8 milhões de hectares em 2025.

Mesmo com o valor do PSR totalmente liberado neste ano — algo pouco provável na visão de Serigati —, sem o ajuste em relação à inflação e com taxas de juros altas, a área protegida será ainda menor, de 4,5 milhões de hectares.


Outro ponto de alerta destacado pelo pesquisador é a liberação das linhas de seguro após o início da plantação, quando o valor não faz sentido aos produtores, que acabam por não adquirir a modalidade.

“Vamos torcer para que ele seja todo efetivamente liberado, o que tem ali uma série de riscos. Mas, ainda assim, mesmo esse cenário hipotético acontecendo, esse volume de recursos é menor do que já tinha sido liberado, por exemplo, em 2022”, pontua.


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Além do PSR, que pode sofrer com contingenciamentos após o anúncio do primeiro balancete econômico dos gastos públicos em meados de abril, outro valor que sofre com cortes recentes e que preocupa os produtores é o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), uma linha de crédito do setor.

Com custos mais altos e variáveis imprevisíveis, como ações climáticas, Serigati reforça a importância de incentivos maiores ao agronegócio brasileiro, principalmente pelo impacto que o setor representa na economia nacional.


“A gente tem que preservar esse produtor. Quem é que faz essa ponte? Quem consegue fazer com que um choque climático adverso se torne um evento temporário? Justamente o seguro rural. Então, um programa de seguro rural bem fortalecido é muito importante, principalmente nesse ambiente de mudanças climáticas”, conclui.

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