Taxação da China traz cenário de incerteza para a pecuária brasileira, diz coordenador do Cepea
País terá cota de 1,1 milhão de toneladas isentas, mas volume que ultrapassar vai pagar sobretaxa de 55%
Agronegócios|Do R7
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A China anunciou no dia 31 de dezembro a criação de cotas anuais para importação de carne bovina. O volume que ultrapassar essa cota vai pagar uma sobretaxa de 55%. O país é também um grande comprador da proteína para o Brasil, representando, em 2024, 52% das vendas externas do setor brasileiro.
Em entrevista ao Record News Rural, Tiago Bernardino, coordenador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) de pecuária, afirma que há uma forte interdependência entre os dois países e que a adoção dessa restrição pode impactar diretamente o mercado da proteína.

“É uma dependência, podemos dizer aí, né, de via dupla. Então, somos um grande fornecedor e temos um grande comprador. Então, quando a gente pensa em todo esse movimento, né, o que a China vem buscando fazer nesse final ou fez, né, no final de 2025, vai impactar ao longo de 2026, nesse ano que começa, eles sofrerão impactos também”, diz Bernardino.
Até novembro de 2025, o Brasil exportou 1,52 milhão de toneladas de carne bovina para a China. A nova taxa de importação representa uma redução expressiva frente ao volume embarcado. Segundo o executivo, a limitação cria um cenário de incerteza para a pecuária brasileira.
“Isso que vem trazendo uma ansiedade, um cenário um pouco nebuloso para toda a cadeia pecuária brasileira”, diz o coordenador do Cepea.
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