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Artista escreve cartões postais para relembrar crimes contra população LGBT em SP

Weber Fonseca visitou alguns dos locais onde homossexuais ou transexuais foram atacados

|Caroline Apple, do R7

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Cartões postais relembram crimes contra população LGBT em SP
Cartões postais relembram crimes contra população LGBT em SP

Faca, punhos, tiro, barra de ferro e lâmpada são alguns dos meios usados para tirar a vida ou agredir homossexuais e transexuais nos últimos anos em São Paulo. Para que esses casos não caiam no esquecimento, o intervencionista e artista Weber Fonseca, de 44 anos, decidiu ir até o local onde ocorreram crimes envolvendo homofobia e escrever um cartão postal, no qual narra o que aconteceu com cada vítima.

O último crime relembrado por Fonseca foi o da transexual Larissa, de 31 anos, morta com um tiro no abdômen, no início da noite de 15 de setembro deste ano, na região central de SP. Sempre acompanhando a frase “Estive aqui, lembrei de ti”, os cartões trazem um resumo da violência vivida pela população homossexual e transexual.


O desconforto de Fonseca diante da omissão da sociedade foi o estopim para o desenvolvimento de um livro chamado "Lgbtfobia: casos de violência por discriminação de gêneros, identidades e orientações sexuais na Grande São Paulo”. Mas o lançamento não foi o suficiente para acalmar o intervencionista que queria, por meio da arte, continuar propagando o descaso com que a população LGBT é tratada.

— Pensei em como trazer para a performance, para a ocupação das ruas, estes meus questionamentos, estas denúncias. Foi então que surgiu um projeto de performance com um coletivo de artistas, na qual iriamos intervir primeiramente nos locais dos crimes relatados no livro. Inscrevi esse projeto num edital. Mas não ganhei. Não poderia esperar verba para realizar um projeto. Então pensei em agir dentro das minhas medidas.


Foi então que Fonseca continuou um processo de adesivagem e amadureceu a ideia dos cartões postais, mas não apenas com os casos relatados em seu livro, mas também aos crimes que passou a ter conhecimento de alguma outra maneira.

— Estudo o caso, crio o relato, faço a foto e registro fotográfico e videográfico no local. Mas a arte de rua é efêmera. Então a interface virtual via redes sociais, como Facebook [2glue] é uma forma de ampliar o alcance, inclusive fora do Brasil. Especialmente pela rede com artistas de rua via Instagram [@weio].

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