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Acusado de atear fogo em empresário confessa crime e é liberado por causa de Lei Eleitoral 

Gerônimo Navarro da Silva Filho se apresentou à polícia acompanhado por dois advogados

Bahia|Do R7

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Empresário ainda foi encaminhado ao HGCA com 99% do corpo queimado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu
Empresário ainda foi encaminhado ao HGCA com 99% do corpo queimado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu

O homem acusado de atear fogo no empresário Manoel Carlos Santana, de 61 anos, em Feira de Santana, a 116 km de Salvador, se apresentou à polícia, na tarde desta quarta-feira (22), acompanhado por dois advogados.

Gerônimo Navarro da Silva Filho, 29 anos, prestou depoimento e confessou o crime, mas não ficou detido por causa da Lei Eleitoral, que só permite prisão em flagrante.

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De acordo com Ana Cristina Carvalho, da Delegacia de Homicídios, o acusado alegou que no dia do crime, sábado (18), foi ao estabelecimento procurar a esposa da vítima, identificada pelo prenome Vera, com quem tinha uma pendência por conta de um imóvel, mas não encontrou a mulher e acabou sendo agredido pelo empresário. Gerônimo Navarro teria imobilizado o idoso com algema plástica que encontrou no estabelecimento e pegou uma garrafa de álcool que encontrou e jogou no restaurante. O empresário ainda foi encaminhado ao HGCA (Hospital Geral Clériston Andrade) com 99% do corpo queimado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde deste domingo (19).

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Ainda segundo a delegada, em depoimento, o acusado alegou que comprou o imóvel em contrato de gaveta no ano de 2006 e, no final de 2013, foi informado sobre uma pendência junto a Justiça do Trabalho. Ele descobriu que o imóvel onde residia estava em processo de execução por causa de uma dívida trabalhista de uma empresa onde a esposa da vítima era sócia.

O acusado ainda procurou Vera para tentar resolver o problema, mas o caso não foi resolvido. Ele chegou a ameaçar a esposa da vítima, que prestou queixa na Deam (Delegacia Especial de Atenção À Mulher).

A delegada também informou que o acusado revelou que tinha descoberto que o imóvel não estava mais no nome de Vera.

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