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Após golpe de estelionatários, clube de futebol da Bahia corre risco de fechar

Ypiranga conquistou dez campeonatos baianos da primeira divisão

Bahia|Do R7, com RecordTV Itapoan

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Rombo gira em torno de R$ 2 milhões em passivos trabalhistas
Rombo gira em torno de R$ 2 milhões em passivos trabalhistas

Um dos mais tradicionais clubes de futebol da Bahia, o Esporte Clube Ypiranga, está parado e corre o risco de fechar. O portão está trancado e a sede, na Vila Canária, em Salvador, vazia. Na parede, a lembrança do ano em que o clube foi fundado, 7 de setembro de 1906, e dos títulos conquistados. Ao todo, foram dez campeonatos baianos da primeira divisão, sete de forma invicta e cinco deles consecutivos. O Ypiranga é o terceiro clube baiano com mais títulos na história do futebol estadual.

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A nova diretoria assumiu o clube em 2010 e, de lá para cá, foram seis tentativas de voltar à primeira divisão do campeonato estadual. Nesta temporada, o clube já havia dito que não iria disputar o campeonato baiano da série B por não ter recursos. No entanto, um grupo apareceu prometendo investimentos, novos projetos e, principalmente, dinheiro. O que parecia bom, na verdade, não passava de um golpe.


Tudo começou em setembro de 2016. Sem recursos, após não ter conquistado o acesso à série A do estadual, o clube teve que interromper as atividades do futebol profissional. No fim do ano passado, o Ypiranga foi procurado por João Vicente da Silva, que seria um intermediário de Carlos de Castro Zamponi, um suposto investidor. Ele seria representado contratualmente por Ana Paula Pereira

Abdala Dib, mulher de João Vicente. O trio propôs uma parceria para gerir o futebol do clube e assegurar a participação do Ypiranga na série B do baiano.


O acordo foi acertado na palavra, mas uma série de procedimentos como a criação de uma empresa e estipular prazos para os investimentos não foram cumpridos. Assim, o Ypiranga se viu diante de uma série de responsabilidade e, sem dinheiro, ficou devendo salários de funcionários, jogadores, comissão técnica e fornecedores, pois alguns cheques dos supostos investidores não tinham fundos.

Documentos mostraram que o casal João Vicente e Ana Paula possuía inúmeros processos em Belo Horizonte, Minas Gerais, por golpes no mercado financeiro.


Sem dinheiro e vítima de um golpe, “o mais querido” não vai participar do campeonato baiano da segunda divisão. Na situação em que se encontra atualmente, o clube não tem mais condições de continuar. O valor do prejuízo ainda não foi estipulado, mas informações dão conta que o rombo gira em torno de R$ 2 milhões em passivos trabalhistas. Com o golpe, o clube corre o risco de encerrar as atividades para sempre.

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