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Artesã que chegou a pesar mais de 200 kg convive com obesidade há quase 20 anos

Eliana passa os dias deitada e luta para conseguir uma cirurgia bariátrica

Bahia|Do R7 com Record Bahia

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A artesã conta que quase não consegue levantar da cama para fazer as necessidades básicas do dia a dia
A artesã conta que quase não consegue levantar da cama para fazer as necessidades básicas do dia a dia

Há quase 20 anos, uma artesã convive com a obesidade mórbida. Eliana já chegou a pesar 200 quilos e um médico recomendou tratamento para a doença. Ela começou a perder peso, mas ainda não consegue fazer atividades simples.

Por causa da obesidade, a artesã conta que quase não consegue levantar da cama para fazer as necessidades básicas do dia a dia. Ela evita levantar da cama por causa das dores nas costas e passa os dias deitada.


— Pra eu me levantar, só com ajuda de alguém pra ir no banheiro e, mesmo assim, com muita dor. Até a minha própria médica passou um remédio, que não era para eu ficar com infecção urinária, porque eu seguro o xixi.

A mulher confessa que toma banho sentada no vaso sanitário e, às vezes, chega fazer a higiene pessoal deitada na cama.


— Eu não consigo levantar direto. Eu preciso de alguém que me ajude, geralmente, eu não posso ficar sozinha.

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A obesidade descoberta há três anos também trouxe outro problema: a depressão. A impossibilidade de realizar atividades simples entristece uma pessoa que sempre foi ativa. 


A dificuldade para se levantar fez a artesã abandonar o tratamento desde outubro, pois não consegue ficar muito tempo em pé.

A filha da mulher chegou a pedir ajuda nas redes sociais. A jovem espera que a mãe possa continuar o tratamento e viver com mais qualidades de vida.

A jovem decidiu contar tudo em uma rede social e solidariedade das pessoas impressionou. A filha conta que, após o apelo, está recebendo ajuda com medicação, depósito em dinheiro, frutas e verduras, pagamento de conta de água e luz. A família tem apenas uma fonte de renda.

A filha deixou o emprego e se dedica integralmente aos cuidados com a mãe.

— Meu projeto é só voltar a trabalhar quando ela estiver boa.

A cirurgia bariátrica pode salvar a vida de Eliana. Com a esperança de conseguir o procedimento cirúrgico, a filha revela os planos para o futuro da mãe.

— Eu deixei de usar 44, mas ela disse que era pra eu guardar [saias], porque é o número que ela vai usar. É o número que ela vai vestir depois dessa cirurgia.

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