Balanço final: Seis traficantes são mortos e treze pessoas são detidas em operação na Valéria
Traficantes eram integrantes de uma quadrilha que agia com requintes de crueldade
Bahia|Do R7

A polícia divulgou nesta segunda-feira (10), o balanço final da operação deflagrada nos bairros de Valéria e Fazenda Coutos, em Salvador. De acordo com a DHM (Delegacia de Homicídios Múltiplos), os seis traficantes mortos durante ação conjunta das polícias Militar e Civil, eram envolvidos em treze homicídios ocorridos, entre o período de 25 de fevereiro á 25 de julho deste ano. A DHM aponta ainda que apenas dois dos homens mortos no confronto não tinham passagens pela polícia.
Os seis teriam reagido à abordagem disparando contra os policiais. Houve troca de tiros e todos foram socorridos ao Hospital do Subúrbio depois de feridos, mas não resistiram. Seis armas foram apreendidas com os traficantes mortos, duas pistolas calibres ponto 40 e 380, e quatro revólveres calibre 38.
Dos seis traficantes mortos em confronto, quatro possuíam antecedentes criminais. Marcos Santos de Jesus, de 24 anos, por roubo de veículo, tráfico, homicídio, porte ilegal de arma, tentativa de homicídio e Lei Maria da Penha. José Márcio Cardoso de Jesus, 29, já havia sido preso por roubo de carros, e Hugo Leonardo Farias dos Santos, 22, tinha um mandado de prisão em aberto por homicídio, respondendo a inquéritos por receptação e roubo de veículos.
Já Jorge Lucas Santos da Cruz, o “Lucas”, 23, foi preso por tráfico de drogas, possuindo ação penal. Lucinei Cardoso Barbosa, o “Pinha” ou “Gago”, 34, estava com a prisão decretada pela Justiça. O homem participou da chacina que vitimou um sargento PM e outras três pessoas, além de envolvimento em outros crimes.
Além disso, a polícia está investigando o envolvimento do adolescente Adriano Jesus Santos, de 15 anos. Apesar de não ter passagens pela DAI (Delegacia do Adolescente Infrator), o jovem é apontado como participante em diversos homicídios, por testemunhas e integrantes da quadrilha.
Segundo o delegado Odair Carneiro, titular da DHM, o grupo integra uma quadrilha responsável por dezenas de crimes, entre eles, o triplo homicídio dos traficantes rivais Fábio Conceição Brito, o “Cebola”, Ubiraí Albana Nascimento e um homem de prenome “Caíque”, mortos a tiros no dia 25 de fevereiro, em Fazenda Coutos.
Já em nove de abril, o grupo assassinou o policial militar da reserva José Nilton de Aleluia, no Jardim Valéria. Outro triplo homicídio ocorrido em oito de junho é atribuído à quadrilha. Na ocasião, Edvaldo Lima da Paixão, Jeferson Pereira dos Santos e Juvenal Santos da Silva foram mortos, pelos suspeitos, em Jardim Valéria.
Emerson Souza Santos, José Mateus Oliveira de Souza e um terceiro homem que sobreviveu também são vítimas do grupo. Os três foram atacados pela quadrilha na noite de 23 de julho, dois dias antes da chacina que vitimou o policial militar Osvaldo Costa da Conceição Filho, o filho da vítima Heillander da Silva Conceição e outros dois homens, também no Jardim Valéria.
O delegado José Bezerra, diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), ressaltou ainda que durante as investigações o que chamou a atenção da polícia foi o relato de testemunhas sobre a violência praticada pela gangue. Os suspeitos costumavam agir torturando às vítimas antes da morte , utilizando facões e esquartejando os corpos.
Na operação, das 13 pessoas conduzidas ao DHPP, apenas cinco ficaram presas. Rodrigo Santos de Jesus, Mateus Gomes de Jesus, Leomar Batista da Visitação e Paulo Sérgio de Jesus Santos foram flagrados, nas localidades do Iraque e Lagoa da Paixão, em Valéria, com porções de cocaína, crack e maconha, dois coletes antibalísticos, balanças de precisão, facas, facões e R$ 9 mil, em dinheiro.
Já Everton Lucas Soares da Silva, foragido da carceragem da Delegacia Territorial de Santo Amaro, estava com um mandado de prisão em aberto condenado a seis anos de prisão por tráfico de drogas, sendo surpreendido pela polícia, na Lagoa da Paixão, em Valéria. Lucas também era investigado pela 3ª DH (Delegacia de Homicídios) pela morte de Roberto Dias Lima, em quatro de junho, de 2015.
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