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Campanha será lançada e visa recuperar estoque de ostras nativas em Maragogipe

Lançamento acontece na quarta-feira (16) e mobiliza marisqueiras da região

Bahia|Do R7

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As mulheres são as principais extrativistas de ostras e outros moluscos
As mulheres são as principais extrativistas de ostras e outros moluscos

A campanha Marisqueira com orgulho, quilombola para sempre!, será lançada oficialmente na quarta-feira (16), às 9h, no distrito de Capanema, em Maragogipe, no recôncavo baiano. O objetivo é recuperar o estoque de ostras em vida livre através do engajamento das marisqueiras em uma campanha por melhores práticas de manejo, e da geração de renda com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

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A inauguração de um cultivo de ostras de base comunitária faz parte da programação do evento, que terá ainda café da manhã, degustação de ostras da brasa e lambretas, samba de roda, roda de capoeira e atividades de educação ambiental com a participação de Carlinhos de Tote (do grupo musical Cantarolama) com seu projeto “a arte de educar cantando”.


A campanha é uma realização da ONG Rare, Fundação Vovó do Mangue e ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), e tem o apoio da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo), SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) e Bahia Pesca.

A iniciativa atua em duas frentes. A primeira é a realização de uma campanha de comunicação voltada para as marisqueiras de Capanema e Baixão do Guaí, comunidades ribeirinhas e quilombolas de Maragogipe, que fazem parte da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape. As mulheres são as principais extrativistas de ostras e outros moluscos, e responsáveis pelo sustento das famílias. A partir da valorização da origem e saberes das comunidades tradicionais e fortalecimento da auto-estima destas mulheres, a campanha visa a adoção de novas condutas no dia-a-dia do trabalho delas, como a realização do rodízio de áreas de mariscagem e a não comercialização de ostras menores que cinco centímetros de diâmetro, fundamentais para garantir o ciclo de reprodução da espécie.

O outro foco de atuação da campanha é a implantação do cultivo de ostras de base comunitária. Inicialmente, a ostreicultura envolverá 30 famílias, 15 em cada comunidade, escolhidas por critérios elaborados pelas próprias marisqueiras. Além de gerar renda extra para as famílias, o cultivo de ostra diminuirá o esforço de mariscagem desta espécie em vida livre, fazendo com que o estoque volte a crescer no estuário.

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