Cavalo Marinho I: inquérito policial aponta acusados da tragédia
Dezenove pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas no naufrágio, considerado o maior acidente náutico da história da Baia de Todos-os-Santos
Bahia|Matheus Pastori de Araujo, do R7

A Polícia Civil concluiu, na terça-feira (10), o inquérito que apurou a tragédia do naufrágio da embarcação Cavalo Marinho I, ocorrido na Baía de Todos-os-Santos em 24 de agosto de 2017. O caso era investigado pela 24ª Delegacia Territorial (DT), no município de Vera Cruz.
Dezenove pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas neste que é considerado o maior acidente náutico da história da Baia de Todos-os-Santos.
O procedimento policial foi instaurado logo após o acidente, pelo delegado Ricardo Amorim, titular da 24ªDT, uma das unidades integrantes do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). De acordo com o delegado, na conclusão, três pessoas foram indiciadas por homicídio culposo e lesão corporal culposa.
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"Concluí que imperícia e outras irregulares foram os motivos para os indiciamentos", comenta Ricardo.
O inquérito aponta como culpados pelo acidente:
- o comandante da embarcação, Osvaldo Coelho Barreto,
- o proprietário da empresa, Lívio Garcia Galvão
- o engenheiro naval Henrique José Caribe Ribeiro
"Colhi cerca de 135 depoimentos de vítimas, tripulantes, do proprietário da empresa e do engenheiro naval, além dos 95 exames solicitados", relatou o delegado.
A perícia realizada pela Marinha do Brasil e vistorias da Capitania dos Portos, dentre outros documentos relacionados à embarcação, também contribuíram para as investigações policiais.
O inquérito foi encaminhado para o fórum da comarca de Itaparica.
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