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"Coletes e munições vencidas, armas com defeito e algemas insuficientes", denuncia sindicato da Polícia Civil na Bahia

Cerca de 600 servidores estariam trabalhando sem o uso de coletes a prova de balas

Bahia|Do R7

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Agentes denunciam suposto descaso do governo do estado
Agentes denunciam suposto descaso do governo do estado

O Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (SINDPOC) denunciou nesta sexta feira (8) que a categoria "trabalha com coletes e munições vencidos, armas de fogos com defeitos e algemas insuficientes". Cerca de 600 servidores estariam trabalhando sem os coletes. De acordo com o SINDPOC, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) alega não ter condições para substituir os coletes obsoletos e afirma que não tem como adquirir novos coletes para os policiais nomeados no ano passado.

"O que é exposto nos meios de comunicação pelo Governo do Estado é uma realidade distorcida", diz o Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício. O sindicalista classifica o Governo de Rui Costa como "o mundo da propaganda". 


Ainda de acordo com a categoria, a SSP-BA entrou com uma ação no Tribunal de Justiça, na qual impõe uma multa diária de R$ 50 mil reais caso o SINDPOC mobilize a categoria para não trabalhar com os aparatos de defesa pessoal vencidos. "Essa medida judicial retrata como a política do Executivo baiano interfere fortemente no Judiciário do nosso Estado. Essa Liminar fere diretamente os direitos do trabalhador e da vida humana", frisa Maurício.

Coletes estariam fora do prazo de validade
Coletes estariam fora do prazo de validade

O Vice-Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, afirma que as delegacias baianas estão com uma quantidade de algemas insuficientes. " Os policiais colocam, todos os dias, a vida deles e dos familiares em risco para proteger a sociedade de uma criminalidade que só faz aumentar. As organizações criminosas estão com armas modernas e os policiais com armas ultrapassadas e com defeitos. Não temos algemas suficientes e adequadas nas nossas delegacias . Muitas vezes, os próprios servidores precisam comprar as algemas", enfatiza Lopes.


Procuradas por esta reportagem, a assessoria de comunicação da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública da Bahia não retronaram às nossas tentativas de contato. 

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