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Com reservatórios abaixo do nível crítico,  capital baiana pode enfrentar racionamento de água  

Nova avaliação será feita em 15 dias e, se não chover, o racionamento vai ser inevitável

Bahia|Do R7 com Record TV Itapoan

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Essa é a pior seca dos últimos 100 anos do Nordeste
Essa é a pior seca dos últimos 100 anos do Nordeste

A falta de chuvas e a longa estiagem têm afetado o nível das barragens que abastecem Salvador e RM (região metropolitana de Salvado). Os reservatórios estão abaixo do nível crítico e a capital baiana pode enfrentar um racionamento de água.

Essa é a pior seca dos últimos 100 anos do Nordeste. O alerta já vem sendo feito por especialistas desde o ano passado.


O diretor de operação da RMS de Salvador, Carlos Ramirez, alertou que a estiagem que atingiu a Bahia nos últimos anos reduziu os níveis dos mananciais. Há quatro anos, o índice pluviométrico vem baixando consideravelmente e a situação se agravou nos últimos meses.

Quatro barragens são responsáveis pelo abastecimento de água em Salvador e algumas cidades da região metropolitana: Pedra do Cavalo, Santa Helena, Joanes um e dois. Pedra do Cavalo é responsável por 65% do abastecimento de Salvador. Já a Santa Helena, Joanes um e dois, atendem entre 35 e 40% de Salvador, além de Lauro de Freitas, São Francisco do Conde, Madre de Deus, Candeias e as ilhas. Camaçari, Dias D'Ávila, Mata de São João e São Sebastião do Passé utilizam poços profundos. Já as indústrias do polo petroquímico são abastecidas por Pedra do Cavalo e Santa Helena.


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Com a longa estiagem, as barragens foram reduzindo a capacidade ao longo dos anos. Mas a chuva, que era esperada, não veio. Desde agosto de 2015, a barragem Joanes Dois, que fica no município de Camaçari, não fica no nível ideal. Atualmente, a situação é considerada crítica e, mesmo assim, uma comporta tem que ficar aberta porque Joanes 1, em Lauro de Freitas, está com pouca água e corre o risco de parar o abastecimento.

Atualmente, Joanes 2 possui 8% do volume útil para abastecimento, por isso ela recebe água da transposição da barragem Santa Helena, que está com 11% do volume. Pedra do Cavalo está com 23% e, se esse percentual continuar baixando, as bombas vão parar de funcionar.


A previsão é que em 15 dias seja feita uma nova avaliação das barragens e, se não chover nessas regiões, o racionamento vai ser inevitável.

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A falta de chuva não é a causa dessa baixa tão expressiva. Uma pesquisa feita pela Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) apontou que 30% do consumo doméstico é desperdiçado. A conscientização tem sido feita também nas grandes indústrias e no meio agrícola, setores que utilizam grandes volumes de água na produção.

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