Comerciante paraplégico denuncia policias por agressão durante abordagem em Salvador
Homem ainda acusa os policiais de forjarem ter encontrado drogas com ele
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Um comerciante paraplégico diz que foi agredido por suposto policiais no bairro de Pau da Lima, em Salvador, há dois meses. Gilson Conceição contou que três policiais em uma viatura interceptaram o veículo em que ele estava para uma abordagem.
— Eu desliguei o veículo, coloquei os braços para fora. Eles começaram a ame agredir verbalmente e eu explicando que sou paraplégico e um, arrodeou, e me agrediu fisicamente. Eu falei que ia recorrer contra eles, ele me deu outro soco e aí foi na viatura, pegou uma quantia de droga e disse que pegou sob o meu porte. Acionou outras viaturas: um gol despadronizado e uma viatura da Rondesp (Rondas Especiais).
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O comerciante contou que o suposto policial que chegou no veículo gol entrou em seu carro alterando tudo e o policial que tinha o agredido entrou no banco traseiro e o fez dirigir até Pau da Lima e o levou para um local de desova.
— Chegando lá, começou a me agredir verbalmente, dizendo que eu era traficante, que eles estavam me investigando.
Quando foi abordado, Gilson estava na companhia de um funcionário, que teria sido obrigado a posar para fotos segurando a droga. O comerciante contou que o jovem ainda foi agredido pelos policiais.
Segundo Gilson, o policial que estava no veículo despadronizado falou que só não o matou porque a população o tinha visto.
Gilson e o funcionário foram levados para a Central de Flagrantes, no Iguatemi, e entraram em discussão verbal com os policiais.
— O que era meu eu assumi. Os celulares, o dinheiro, que nem todo foi devolvido, faltou uma quantia de R$ 350 a R$ 400 não apareceu, a pochete minha. Menos a droga que não era minha, isso eu tenho certeza absoluta porque eu vi eles pegando na viatura e dizendo que era meu. Outros populares também viram isso tudo acontecer.
O comerciante prestou queixa contra a agressão na 10ª DT (Delegacia de Policia) de Pau da Lima, também procurou a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público, mas não recebeu uma resposta sobre o processo.
— Estou indignado até hoje. Inclusive, o policial que me agrediu sempre passa aqui na frente tentando me intimidar, de cara feia me olhando dos pés a cabeça. Só sei que eles estão totalmente despreparados para estar na rua parando o cidadão.
Em nota, a Polícia Militar informou que as apurações das denúncias estão sendo feitas e a Corregedoria da PM vai conduzir esse caso até uma conclusão.















