Comida de qualidade em evento de decoração
Grata surpresa ficou na sensibilidade em reunir uma mescla interessantes de opções gastronômicas
Bahia|Larissa Ramos, da TV Record BA

Este texto não é bem sobre a Casa Cor, evento de decoração que acontece anualmente em Salvador e outras capitais brasileiras, porque confesso que decoração não é o meu forte, apesar de viver dando “pitacos” no design dos ambientes, obras de arte e até na roupa das pessoas...
O evento já termina no dia 4 de novembro então arranjei um espaço na minha agenda e lá fui eu para o shopping Iguatemi. Este foi o local onde realizaram o evento deste ano, o que, na minha opinião, tirou um pouco do charme, já que eles sempre recuperaram casarões e escolheram locais diferenciados da cidade e um shopping não representa exatamente isso, mas fica o ponto pela tentativa da inovação.
Achei a quantidade de ambientes este ano bem reduzida e não gostei de muitas das coisas que vi, mas o que me preocupou realmente foi que muitos dos arquitetos acham que a cozinha, um espaço que tem interessado cada vez mais as pessoas, não é um local que mereça fornos de tamanhos onde realmente seja possível cozinhar de maneira digna, já que instalam estas medidas reduzidas e no entanto priorizam mesas gigantes como se fosse possível promover um banquete para tanta gente nas condições que eles oferecem.
É cada equipamento pequeninhinho e pouco funcional que eu realmente demitiria o profissional só de olhar para um projeto daqueles. Justiça seja feita porque vi a cozinha de uma arquiteta mais sensata que colocou dois fornos e um cook top com um bom tamanho e outra, que até foi premiada no evento como ambiente mais criativo, que deu um jeito para arrumar espaço para um forno dentro de um padrão ao qual estamos mais acostumados e olha que ela fez isso no projeto de um loft, local onde espaço é tudo.
A grata surpresa da Casa Cor deste ano ficou na sensibilidade dos organizadores do evento em reunir uma mescla interessantes de opções gastronômicas, ainda por cima de ótima qualidade e bom padrão de atendimento. Tinha kiberia, creperia, a boa cafeteria Feito a Grão e uma das melhores pizzarias da cidade no momento, a Pizza da Chapada, além de duas grandes novidades a Red Hot Chilli Dog, uma rede de franchise de chilli, e o picolé Monterrey que é mexicano, uma delícia e virou uma febre no evento. Era criança, homem de terno e gravata e até dondoca chupando picolé na pracinha de alimentação, que diga-se a verdade estava uma graça – o verdadeiro pulmão do evento.
O melhor deixei para o fim – a presença do chefe Alicio Caroth com o restaurante Nômade, criado especialmente para o evento. Foi a combinação deliciosa de um ambiente estiloso e acolhedor (ganhou como o melhor da Casa Cor) com os 32 anos de experiência gastronômica de Alicio. O resultado não podia ser outro: concepção de um restaurante que dá pena de saber que já começou com prazo para acabar porque a sensação que ficou foi de quero mais. Ele criou um cardápio simpático, com preços super honestos e a presença de elementos da cultura baiana como não costumamos ver, a exemplo da técnica de preparo do efó para a preparação da rúcula e a incorporação da manteiga de ori – coisa que há muito tempo não se ouve falar nos restaurantes baianos.
Caso você não tenha ouvido falar em Alicio Caroth não se preocupe, ele estava na Europa nos últimos dez anos e para a nossa alegria resolveu voltar para a terrinha. A Casa Cor, parceira antiga onde já tinha levado o ótimo restaurante Maria Mata Mouro do Pelourinho, do qual é idealizador, foi o primeiro projeto nesta nova etapa da carreira do chefe. O próximo é um restaurante, também no Pelô, chamado Cuco Bistrot que deve abrir no início do ano que vem. Agora é só esperar que venha 2014.















