Doação de órgãos na Bahia enfrenta queda em 2026
Número de transplantes de rim e córnea caiu; famílias são essenciais no processo
Bahia|Do R7
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A doação de órgãos continua sendo um ato capaz de salvar vidas e oferecer uma nova chance a pacientes que enfrentam graves problemas de saúde. No entanto, a Bahia registrou, em 2026, uma redução no número de transplantes realizados em comparação com o ano anterior, ampliando a preocupação de quem aguarda por um órgão.
É o caso de Silene Amaral, que realiza sessões de hemodiálise três vezes por semana enquanto espera por um transplante de rim. A rotina de tratamento exige restrições e cuidados constantes. “Gostaria de beber água ou comer um acarajé, mas é preciso controle”, relata. Os números refletem o desafio enfrentado pelos pacientes. Em 2026, a fila de espera por um transplante renal chegou a 2.350 pessoas na Bahia, superando as 2.156 registradas em 2025.
Para que um transplante seja realizado, é necessário que haja um doador compatível. Na maioria dos casos, a doação ocorre após a confirmação da morte encefálica, sendo indispensável a autorização da família para a retirada dos órgãos. Um único doador pode beneficiar diversas pessoas, por meio da doação de rins, fígado, coração, córneas e outros tecidos.
No Brasil, a legislação exige o consentimento familiar para a efetivação da doação. Especialistas apontam que um dos principais obstáculos para o aumento das doações é a recusa dos parentes, muitas vezes por desconhecerem a vontade do ente querido. Por isso, o diálogo em vida sobre o desejo de ser doador é considerado fundamental.
Dados de 2026 mostram uma redução significativa nos procedimentos realizados. Entre janeiro e agosto, foram efetuados 142 transplantes de rim no estado, contra 227 no mesmo período de 2025. A queda também foi registrada nos transplantes de córnea, que passaram de 543 para 422 procedimentos na comparação entre os dois anos.
Enquanto isso, a demanda continua crescendo. Atualmente, 1.914 pessoas aguardam por um transplante de córnea na Bahia. Diante desse cenário, autoridades e profissionais de saúde reforçam a importância da conscientização sobre a doação de órgãos, considerada um passo fundamental para reduzir as filas de espera e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes que dependem de um transplante.
















