Avó faz desabafo: Estudante perde visão após agressão em escola de Feira de Santana
Caso de violência escolar gera revolta e pedidos de justiça da comunidade
Bahia|Do R7
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Uma estudante de 13 anos perdeu a visão de um dos olhos após ser agredida por um colega dentro da Escola Estadual Ildo Carneiro, em Feira de Santana. O caso provocou comoção entre familiares, alunos e moradores da cidade. Segundo a família, a adolescente foi atingida por um pedaço de madeira durante o recreio. Ela recebeu atendimento médico, mas a lesão causou a perda definitiva da visão de um dos olhos.
Abalada com a situação, a avó da estudante, Dona Crispina, de 80 anos, fez um desabafo e cobrou providências. Emocionada, ela afirmou que espera que o caso não fique impune e que sejam tomadas medidas para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer.A repercussão do caso levou estudantes a realizarem manifestações em apoio à vítima. Com cartazes e mensagens contra a violência no ambiente escolar, os alunos pediram mais segurança e ações de prevenção ao bullying.
Familiares relatam que o autor da agressão também é estudante da unidade e foi suspenso. A família da adolescente, no entanto, defende que o caso seja apurado pelas autoridades competentes devido à gravidade das consequências.Outro ponto levantado pela comunidade escolar é que a escola passa por reformas. Segundo relatos, o objeto utilizado na agressão seria um dos materiais que estavam no local da obra, o que gerou questionamentos sobre as condições de segurança dentro da unidade.
O Núcleo Territorial de Educação do Portal do Sertão (NTE 19) informa que, diante da ocorrência no Colégio Estadual Hilda Carneiro, a equipe do colégio adotou todas as medidas para assistência imediata, acionando a família e acompanhando a estudante até a UPA e depois ao Hospital da Criança.
O que disse a Secretaria de Educação da Bahia
A direção da escola acionou o Conselho Tutelar, que está acompanhando o caso, e o Conselho de Classe.
O NTE já designou a equipe multidisciplinar, com assistente social e psicólogo, para realizar acolhimento e escuta ativa junto às famílias e à comunidade escolar.
A assessoria do Comitê Estadual Intersetorial de Segurança nas Escolas e nos Espaços Educacionais (Cise) e uma assistente social da Secretaria da Educação do Estado também estiveram no Hospital Geral do Estado (HGE) para prestar assistência à estudante e à sua família e continuam à disposição para acompanhamento.
Informa, ainda, que as escolas estaduais contam com um Protocolo de Apoio e Proteção Escolar, que define processos e procedimentos para a promoção da segurança e da cultura de paz nas escolas.
A aplicação do protocolo é acompanhada pelo Cise.
O Cise integra órgãos públicos e privados e representantes da sociedade civil, que atuam coletivamente, para previnir a violência no ambiente escolar.
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