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Ex-jogador Edílson presta depoimento na Polícia Federal de Goiás 

Assessoria de comunicação da PF informou que jogador se apresentou espontaneamente

Bahia|Do R7

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Edílson da Silva Ferreira é acusado de envolvimento em um esquema especializado em fraudar o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal
Edílson da Silva Ferreira é acusado de envolvimento em um esquema especializado em fraudar o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal

O ex-jogador da seleção brasileira Edílson da Silva Ferreira continua prestando depoimento na sede da PF (Polícia Federal), em Goiânia, no fim da tarde desta segunda-feira (14). Segundo informação da assessoria de comunicação da PF de Goiás, o jogador se apresentou espontaneamente, às 15h. O ex-jogador chegou acompanhado de dois advogados.

Edílson é acusado de envolvimento em um esquema especializado em fraudar o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal. De acordo com as investigações, o ex-atleta está entre os correntistas que participaram do esquema.


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Cinquenta e quatro mandados judiciais foram cumpridos pela PF (Polícia Federal), na quinta-feira (10), com objetivo de desarticular a organização criminosa.

De acordo com informações obtidas pelo R7 BA, foi cumprido mandando de busca e apreensão na casa do ex-jogador. Durante a operação da PF na Bahia, dos quatro mandados de prisão temporária, três foram cumpridos.


Advogado de Edílson nega participação do ex-jogador em esquema de fraude em loterias

O esquema acontecia por meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria. Os valores desviados podem atingir cifras milionárias. A 'Operação Desventura' conta com aproximadamente 250 policiais federais. Entre os 54 mandados judiciais, segundo a PF, cinco são de prisão preventiva, oito de prisão temporárias, 22 conduções coercitivas e 19 de busca e apreensão, nos estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.


De acordo com as investigações, o esquema contava com a ajuda de correntistas do banco, que eram escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros e que foram usados para recrutar gerentes da Caixa para serem utilizados na fraude.

De posse de informações privilegiadas, a quadrilha contatava esses gerentes, que se encarregavam de viabilizar o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos.

Durante as investigações, um integrante da quadrilha chegou a ser preso quando tentava aliciar um gerente para o saque de um bilhete de loteria no valor de R$ 3 milhões. Poucos dias depois de liberado pela polícia, o suspeito foi executado em condições que ainda estão em investigação.

Os valores dos prêmios não sacados seriam destinados ao FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). Em 2014, ganhadores de loteria deixaram de resgatar R$ 270,5 milhões em prêmios da Mega-Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.

Ainda segundo a PF, foi possível identificar ainda a atuação de doleiro na organização criminosa, além da prática de outros delitos como fraude na utilização de financiamentos do BNDES, do Construcard e liberação irregular de gravame de veículos.

Os envolvidos responderão por organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público, evasão de divisas.

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