Família de jovem executado luta para realizar enterro
Renê Queiroz, de 22 anos, confundido com olheiro de facção, não foi enterrado por falta de recursos
Bahia|Do R7
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Renê Queiroz, um jovem de 22 anos da região de Tancredo Neves, foi executado em circunstâncias que a família acredita decorrer de uma trágica confusão. Renê, que trabalhava em um lava-jato e era conhecido e estimado por sua comunidade, foi morto supostamente por ser confundido com um olheiro de uma facção rival. A região onde ocorreu o incidente é marcada por conflitos entre facções denominadas Comando Vermelho e Bonde do Maluco.
Segundo a família, Renê estava em um estado de surto psicológico quando foi baleado. Sua mãe, Dona Tamira, afirma que ele não tinha vínculo com o tráfico de drogas e estava passando por dificuldades mentais. Ela tentava ajudá-lo, inclusive buscando o internamento em uma unidade de atenção psicológica. Alessandra, cunhada de Renê, corrobora que, apesar de já ter feito uso de drogas, ele nunca esteve envolvido em atividades criminosas.
O cenário do crime mostrou-se brutal, com cápsulas de diferentes calibres encontradas, indicando uma execução premeditada. No momento dos tiros, Renê estava em um bar, onde também uma mulher foi atingida, mas sem ligação com ele.
A família, além de lidar com o luto, sofre com a impossibilidade de enterrar Renê devido à falta de recursos financeiros. Dona Tamira, que trabalha como recicladora, destaca a dor de não poder dar ao filho um descanso digno. Ela, assim como a cunhada, faz um apelo por justiça e solidariedade.
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