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Febre: a macaronização

Docinho está “bombando” nos shoppings da capital baiana

Bahia|Larissa Ramos, da TV Record Bahia

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Macaron é uma febre mundial e já chegou à Bahia
Macaron é uma febre mundial e já chegou à Bahia

Quero deixar claro que a palavra aí do título não existe. Ainda não inventaram uma palavra (talvez nunca inventem) para a febre dos macarons em Salvador. Para quem não conhece os docinhos que ilustram esta página a primeira vista podem até confundir a palavra com macarrão, que é uma comida muito mais popular e também deliciosa.

Voltemos ao docinho que tem “bombado” em todos os shoppings da capital baiana. Eles são lindos, coloridíssimos e têm cara de infância, apesar de nunca terem feito parte da tradição baiana porque macaron é docinho de francês. A história aponta que ele surgiu na Itália (será que a semelhança entre macarrão e macaron/ maccarone vem daí?), mas ganhou fama em todo o mundo através da França onde o “suspiro” de farinha de amêndoa beira a perfeição.


Já conheci chefe confeiteiro paulista que vende quilos de macaron por semana. Observei vitrines e mais vitrines de lojas elegantes em Nova York, nos Estados Unidos, com os sabores mais variados do petisco, além de sendo servido com café em loja de fast food em Buenos Aires, na Argentina.

A febre é mundial, então como não achar que ela iria chegar à Bahia? O problema é que apesar de lindo, não é comercialmente viável vender macaron com preços atrativos em nosso estado. O primeiro problema é que aqui não existe farinha de amêndoa, que precisa ser importada. O segundo problema é que a farinha não tolera bem a umidade. Muitos têm substituído o ingrediente pela farinha da, brasileiríssima, castanha de caju. Então quem conhece macaron sabe que, além de muito caro, o produto local até parece, mas não é o macaron de verdade.


Eu reflito sobre isso de maneira bem realista, mas meus olhinhos sempre brilham quando o assunto é macaron. Há pouco tempo o chefe confeiteiro Antonio Bachour do Hotel St. Regis de Miami, Estados Unidos, deu um curso para profissionais aqui em Salvador, mostrando que dá, sim, para vencer os inimigos do macaron e fazer um produto de qualidade, como os que você vê aqui nesta página.

Depois de ter acesso a estas informações concluí que no dia a dia é melhor substituir o desejo por macarons por suspiros e outros doces da cultura local (docinho da uva é sempre um forte candidato) e deixar minha paixão pelo docinho francês para ser saciada em viagens. Para quem não pode viajar no momento tenho duas alternativas: ou aprenda a fazê-lo, já adianto que é bem difícil, ou coma o que encontrar, sem reclamar, e seja feliz. 

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