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"Fiquei com medo de morrer", diz mulher agredida e impedida de entrar em ônibus por seguranças

Vítima foi imobiliza com uma gravata por um segurança da Estação Mussurunga

Bahia|Do R7, com Record TV Itapoan

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Mulher foi agredida após ser impedida de entrar em ônibus
Mulher foi agredida após ser impedida de entrar em ônibus

A mulher que foi imobilizada e impedida de entrar em um ônibus na Estação Mussurunga, em Salvador, quebrou o silêncio e revelou os momentos de angústia e constrangimento que passou após ser agredida por seguranças do local.

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Desde a agressão, que ocorreu no dia 18 de fevereiro, a mulher diz que não consegue dormir direito.


— Quando eu vou dormir, aquela cena não sai da minha mente, não consigo dormir, fico com aquilo no me pensamento o tempo todo. Fiquei constrangida com tudo isso que aconteceu. Está sendo difícil, até pegar no sono à noite. Foi muito constrangedor aquela cena e ficou no meu psicológico. E quando eu pego no sono, às vezes, fico vendo aquela cena que não desejo a ninguém passar.

Como já fazia há dois anos, a vítima foi até a Estação Mussurunga para pegar o ônibus em direção ao trabalho, na orla de Salvador. Quando foi entrar no carro, o casal de seguranças entrou em sua frente e disse que ela não podia entrar no coletivo.


A mulher contou que a segurança segurou em sua mão e ela não conseguia se desprender.

— Ela chegou a me jogar no ônibus e o outro segurança veio, que fez aquele ato (deu uma gravata na mulher). Me machucava aquilo tudo e aquilo não foi uma gravata, ali foi um engarguelo (sic). Eu fiquei sem ação nenhuma ali.


Com a câmera de celular, outro passageiro gravou toda a cena e o vídeo se espalhou. A mulher afirmou que a cena foi brutal e ela ficou surpresa com a atitude dos seguranças.

— Eu fiquei com medo de morrer, a minha sensação ali era que eu ia morrer [...] como se eu fosse um marginal, não sei porque ele fez aquilo. Foi muito difícil pra mim, só pensei que ia morrer.

A mulher prestou queixa na policia e os dois seguranças já foram afastados do trabalho. Segundo a vítima, dois dias depois da agressão, a empresa que administra a estação ligou pedindo desculpas e afirmou que não estava de acordo com a atitude dos funcionários.

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