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Homem finge ser mulher e marido traído em conversa por aplicativo para extorquir R$ 5 mil de vítima

Suspeito fingia ser traficante que iria matar vítima caso não entregasse o dinheiro

Bahia|Do R7

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Suspeito diz que só queria dar um susto
Suspeito diz que só queria dar um susto

Um homem se passou por duas pessoas para extorquir R$ 5 mil de um conhecido na cidade de Mata de São João, na região metropolitana de Salvador. O delegado Giovanni Iran, que investigou o caso, informou nesta quinta-feira (24) que Paulo José Soares Batista, o Galego, de 35 anos, se passou por uma mulher e por um traficante que seria companheiro dela para aplicar o golpe usando um aplicativo de celular.

Galego queria extorquir um homem de 50 anos, morador da mesma cidade, que, segundo ele, teria flertado com sua ex-mulher. O acusado alega que queria dar apenas um susto na vítima.


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Paulo José disse que a conversa pelo aplicativo teria sido iniciada pela vítima. Segundo o delegado, o suspeito usou uma foto sensual de uma mulher e flertou com a vítima. Depois, reapareceu fingindo ser um traficante de Camaçari, também na região metropolitana, que seria casado com suposta mulher e pretendia matar o homem, caso ele não pagasse R$ 5 mil.

Ainda segundo a polícia, Galego chegou a ligar para a vítima dizendo que conhecia o traficante, disse que ele era perigoso e sugeriu que a vítima vendesse os móveis da casa para levantar a quantia exigida. O homem chegou a deixar a casa onde morava com a família com medo do suposto traficante traído. A vítima procurou a polícia na segunda-feira (21), e informou o que estava acontecendo. As investigações foram iniciadas e Paulo foi preso 24 horas depois da denúncia. Ele foi autuado em flagrante por extorsão e se encontra na carceragem daquela unidade policial, à disposição da Justiça.


A investigação policial descobriu que a mulher e o marido traído, na verdade, eram personagens criados por Paulo, na tentativa de aplicar o golpe de extorsão.

O acusado foi levado ao Depom (Departamento de Polícia Metropolitana), onde ficará a disposição da Justiça. O delegado Giovanni Iran e a delegada Fernanda Porfírio estão cuidando do caso.

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